Abaixo-assinado encerrado

JUNTOS PELO RIO PARDO

Este abaixo-assinado conseguiu 24 apoiadores!


MATÉRIA DO JORNAL DEBATE 26/02/2017

A ameaça contra o Rio Pardo, um dos únicos rios despoluídos do interior de São Paulo, voltou a preocupar a região. A construção de uma PCH (Pequena Central Hidrelétrica) em Águas de Santa Bárbara e três no município de Santa Cruz do Rio Pardo estavam suspensas, uma delas por liminar concedida pela Justiça Federal. Há um mês, porém, graças a um recurso em Brasília, a empresa responsável pelo projeto da usina em Águas de Santa Bárbara obteve autorização para continuar o desmatamento de 71 hectares. O desmate havia sido suspenso por uma ação do Ministério Público, através do órgão especial Gaema, que acatou denúncia da ONG “Rio Pardo Vivo”.
“É um dano ambiental irreversível”, alertou o presidente da ONG, Luiz Carlos Cavalchuki. O desmatamento havia sido paralisado em 2014 por uma ação provocada pela “Rio Pardo Vivo”, mas a empresa “PB” recorreu a Brasília e obteve outra autorização para reiniciar a retirada da vegetação.
Apesar de ser considerada pequena, a hidrelétrica que será construída no rio Pardo em Águas de Santa Bárbara terá uma barragem de 380 metros de comprimento e uma altura de 38 metros. O desmatamento atinge principalmente matas nativas, de difícil recuperação, e o tamanho do lago a ser formado vai atingir 120 hectares. Pelo menos 33 propriedades agrícolas serão afetadas, algumas de forma definitiva. E todo este estrago vai gerar apenas 7 MW de energia elétrica à rede nacional.
O ambientalista de Santa Cruz do Rio Pardo contou que a Nestlé, que possui uma unidade de engarrafamento de água mineral em Águas de Santa Bárbara, também estaria ajuizando uma ação para tentar brecar a construção da hidrelétrica, que fatalmente destruirá a mina. A cidade possui, ainda, minas de águas termais.
Segundo Cavalchuki, a sociedade regional e de Águas de Santa Bárbara estão retomando as mobilizações para tentar impedir o desmatamento das margens do rio Pardo. No Carnaval de rua do município, um dos mais tradicionais da região, haverá blocos com apelos a favor do rio Pardo e contra a hidrelétrica. “Estamos acionando também as prefeituras da região e promovendo abaixo-assinados. A sociedade precisa entender que o dano é muito grave”, disse Luiz Carlos.

Em Santa Cruz

As três PCHs que estavam previstas para serem construídas em Santa Cruz continuam suspensas. A empresa Hidrotérmica, dona do projeto, ainda tenta liberar a obra.
Segundo Cavalchuki, a ONG conseguiu barrar a obra na própria Cetesb, denunciando a falta de laudos ambientais. Com a iniciativa, dificilmente a empresa conseguirá aprovar o projeto. “Não existem estudos e todo o projeto foi paralisado. Acreditamos que será definitivamente cancelado”, explicou o santa-cruzense.



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