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O Conselho Federal de Medicina deve condenar o tratamento precoce para COVID-19.

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Como muitos brasileiros, eu tive COVID-19. Os sintomas começaram no dia 16 de março de 2020, culminando com o diagnóstico de pneumonia bilateral, alguns dias mais tarde. Não me lembro de ter sofrido tanto com uma doença, em meus 60 anos de vida. Não comia (emagreci 3,5 kg), tinha dor de cabeça e febre muito intensas. O mais difícil foi, entretanto, conviver com o medo de não sobreviver, que me retornava cada vez que via na TV o número de mortos ou quando eu soube que meu filho disse que achava que eu ia morrer.

Não usei nenhum dos tratamentos precoces e aqui estou, curado. O tempo e conhecimento nos mostraram que o tal tratamento precoce não tem comprovação de eficácia e que pode fazer mal. Mais importante do que isto, pode representar um desvio de foco, um relaxamento nas medidas protetivas eficazes como a desaglomeração e a vacina. Talvez por isto, o Brasil seja o único país do mundo no qual o governo e alguns convênios médicos ainda recomendam (e fornecem) este tratamento, com gastos desnecessários, como alternativa à sua incapacidade de gerir desabastecimentos de oxigênio como ocorreram em Manaus ou não oferecer a vacinação em ritmo e quantidade adequados.

Como cidadão e como médico, solicito ao Ministério Público Federal que investigue as razões pelas quais o CFM (Conselho Federal de Medicina) segue apoiando o tratamento precoce e que pare de fazê-lo. Esperamos com isto anular este desvio de atenção, de recursos e de esforços do governo. Queremos o que funciona:  mais vacinas e vacinações!