Winícius Livre

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O dia 6 de abril deste ano começou como um dia igual a qualquer outro para o estudante universitário Winícius Molina da Gama Silva, 21 anos. Acordou cedo, saiu de casa, na zona norte da cidade de São Paulo, por volta das 6h30, e fez o caminho de 20 minutos de bicicleta até o supermercado Extra da Vila Guilherme, onde trabalha como operador de caixa.

Duas horas depois de Winícius iniciar o expediente, policiais chegaram ao supermercado com um mandado de prisão contra o rapaz. Ele ficou surpreso, enviou mensagens por celular para a mãe e para a avó, e seguiu com os policiais para o 73º DP (Jaçanã).

Da delegacia, o estudante foi levado direto para o CDP (Centro de Detenção Provisória) da Vila Prudente, na zona leste. Preso sem ter cometido crime, segundo seus familiares. Tudo o que Winícius fazia na vida, contam, era trabalhar, namorar e estudar Tecnologia da Informação.

Winícius entrou na mira da Polícia Militar após ser alvo de uma armação pelas mãos de alguns policiais do 5º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano, em 17/03/19. Investigado por suspeita de receber propina do tráfico de drogas e forjar tiroteio para encobrir um assassinato, o batalhão foi alvo de uma operação da Corregedoria da PM na semana passada. Na ocasião, segundo a família, os PMs teriam “plantado” uma arma de fogo com o jovem e tirado uma foto dele para mostrar a vítimas de roubo em busca de possíveis reconhecimentos.

Para o advogado Ariel de Castro Alves, membro do Condepe (Conselho Estadual de Direitos Humanos), o rapaz pode ter sido vítima dos PMs do 5º Batalhão, pois “alguns PMs [dessa unidade] estariam recebendo dinheiro de traficantes mediante extorsões, e estariam forjando ocorrências, inclusive de supostos confrontos”. 

O membro do Condepe destaca ainda as possíveis irregularidades durante o reconhecimento do autor do crime de roubo, sobretudo pelo fato de as características de Winícius não corresponderem às descritas pela vítima do roubo pelo qual o jovem foi acusado.

Desde então o jovem Winícius segue preso injustamente. Por ocasião da Pandemia, não recebeu visitas, mas conta em suas cartas que se mantém em constante oração e certo de que em breve abraçará sua família.

A família e os amigos clamam por socorro  para que ele volte para sua casa inocentado e possa retomar sua vida e seus sonhos.

Pedimos a anulação do processo considerando a inocência do Winicius!

PROCESSO 0077004-36.2018.8.26.0050