Vacina para TODAS lactantes. Vacina inteligente. VACINE 1, PROTEJA 2.

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Gabriele de Souza Fonseca criou este abaixo-assinado para pressionar Ministério da Saúde MG e

CARTA ABERTA DE MÃES LACTANTES DO MUNICÍPIO DE CORONEL FABRICIANO-MG

Ao Exmo Sr. Governador do Estado de Minas Gerais, Prefeito de Coronel Fabriciano, Secretários de Saúde e demais gestores interessados.

Desde 26 de fevereiro de 2020, nós mães gestantes e lactantes, vivemos o “saí e entra” de prioridade ou não para vacina COVID-19 um tremendo desrespeito com nossas emoções que já estão sensíveis em causas naturais hormonais. Uma vez com os estudos mais atualizados considerando SEGURA todas as vacinas já em uso no PAÍS conforme consulta¹ e-lactancia.org página competente de estudos. Assim, nos mobilizamos a um bonito movimento em defesa da vacinação contra a Covid-19 de TODAS as lactantes e gestantes, com e sem comorbidades, com anseio de esperança de proteção das vidas maternas e dos nossos bebês.

Entendemos que a terminologia “lactante” abrange o disposto nas recomendações da Organização Mundial de Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria, as quais apontam para o aleitamento materno como uma importante medida de proteção de mães e  bebês de até 2 (dois) anos ou mais. Mães lactantes são, portanto, aquelas que amamentam os seus bebês lactentes. Dito isso, entendemos que essa categoria deve ser compreendida como grupo prioritário, sobretudo pelo grave cenário no país com o drástico aumento de mortes maternas e de bebês.

Vale lembrar que as pesquisas² apontaram INFELIZMENTE que o Brasil é o 2° País com maior de crianças por Covid-19. No mês de abril de 2021, o Brasil registrou, pela primeira vez, mais mortes do que nascimentos.

Pesquisas desenvolvidas ao longo do ano de 2020 comprovam que os anticorpos da mãe vacinada³ são transmitidos ao bebê através do leite materno sem riscos para o lactente, o que garante a imunização de duas pessoas a partir de uma única dose de vacina.  Essa se mostra uma estratégia de imunização eficiente e econômica, além de estar associada a uma política pública de incentivo a amamentação, cuja média de tempo do aleitamento materno exclusivo (AME), no Brasil, é de apenas 54 dias, ainda que se preconize o AME por 6 meses. Infelizmente sabemos que mais da metade dos bebês não tiveram a oportunidade de desfrutar dos benefícios do leite materno. As mães que possuem condições de amamentar seus bebês não são numerosas em termos populacionais, de modo que o impacto no quantitativo de doses não seria prejudicial ao gerenciamento justo da estratégia para os demais grupos prioritários.

Cabe ressaltar que a vacinação de todas as mães lactantes - além de visar a proteção de seus bebês através da transmissão dos anticorpos pelo leite - será ferramenta de garantia da sobrevivência dessas mulheres para criação de seus filhos. Matérias recentes têm mostrado o impacto da mortalidade materna por Covid-19 e já se fala na geração de “Órfãos da Pandemia”, uma vez que até o momento pelo menos 45 mil bebês, crianças e adolescentes perderam pai e mãe. Não podemos agravar esse drama em nossa sociedade. O pesadelo de uma mãe na pandemia é se ver hospitalizada ou faltar para o cuidado dos seus bebês e filhos, não podemos esquecer que bebês menores de 2 anos não podem usar máscara⁴ em função do risco de sufocamento, o que faz com que a contenção de contaminação e contágio através dos mesmos seja um obstáculo, bem como sua exposição muito arriscada, provando que a imunização das mães e a consequente imunização do bebê pelo leite materno seja uma saída eficiente e sem maiores custos para o poder público, o que, evidentemente, configura uma estratégia de imunização extremamente inteligente.

Na página de vacinas de MINAS GERAIS, encontramos uma autonomia na decisão⁵. Na página “Dúvidas frequentes", a pergunta 19 diz que o Município pode alterar os grupos se não contrárias as regras. Gestantes e Puérperas estão no Grupo 10, o que poderiam ser incluídos TODAS lactantes com essa brecha na própria informação do Governo de Minas. Salientamos mais uma vez que a autonomia dos Estados e Municípios em relação às diretrizes do PNI permitem que se façam adaptações locais e inclusão de novos públicos, a depender das peculiaridades e gestão de políticas públicas locais. O Ministério da Saúde inclusive já se pronunciou no sentido de que Estados e Municípios dispõem de autonomia para organizar e montar o seu próprio esquema de vacinação, bem como dar vazão à fila de acordo com as características de sua população, demandas específicas.

Vacinar TODAS as lactantes é investir em saúde e bem-estar da população brasileira e suas futuras gerações.

Vacinar as lactantes é proteger o futuro representado na figura de nossos bebês.

Vacinar lactantes é reconhecer o direito humano à saúde e proteção constitucional  da maternidade como objetivo prioritário dos gestores públicos do Estado de Minas Gerais e Município de Coronel Fabriciano.

Em razão deste contexto,  requeremos que todo este equívoco seja sanado com a necessária inclusão de TODAS as mulheres lactantes, com e sem comorbidades, no chamamento para vacinação contra a COVID-19, juntamente com as gestantes e puérperas. Entendemos que as grávidas, puérperas e lactantes sem comorbidades devam ser vacinadas após as grávidas, puérperas e lactantes com comorbidades, em razão do óbvio risco de agravamento e complicações que envolve este último público.

A forma de comprovar quem de fato é lactante é uma honra além de uma carta do Pediatra a própria caderneta de vacina cedida pelo Governo Federal deixa adereços para acompanhamento da criança.

O Município de Coronel Fabriciano pode ser responsável por prover mais mães vacinadas e mais bebês protegidos! Todas as lactantes vacinadas, uma geração de bebês protegidos e com a presença materna durante seu desenvolvimento!

Outros Municípios de Minas Gerais estão se envolvendo para desenvolver Leis municipais para tal feito. Alguns Estados já estão liberadas as vacinas para TODAS lactantes. Acredito que mais uma vez é tempo de mostrar que Coronel Fabriciano tem uma gestão que sabe lidar com prioridades sem divergir seus deveres.

Nosso Município já muito respeitado com decisões importantes em meio à pandemia, sejamos notórios mais uma vez por meio desse feito.

Certas de contar com o apoio de Vossas Excelências, agradecemos desde já.

Assinam essa carta centenas de mulheres lactantes da cidade de Coronel Fabriciano .

VACINA INTELIGENTE. VACINE 1, PROTEJA 2!

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