Milton Nascimento, boicote Israel!

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Milton Nascimento e Clube da Esquina, em nome da defesa dos direitos humanos, cancelem o show previsto para 30 de junho em Tel-Aviv!

A criação do Estado de Israel aconteceu a partir da guerra de ocupação colonialista de 1848. O movimento sionista que criou o Estado israelense o fez com o slogan “Uma terra sem povo para um povo sem terra”. Mas a terra tinha um povo: onde hoje é Israel, há 70 anos era a Palestina.

 A criação do Estado se fez sobre a completa destruição de 417 vilas, a morte de uma parcela da população e a expulsão de outra. Esse processo é chamado pelos palestinos de Nakba, “catástrofe”, em que 800.000 pessoas foram expulsas. Esse processo de morte, expulsão e roubo das terras palestinas é inacabado e continua até hoje: quem carrega alguma humanidade assiste com horror ao massacre do povo palestino em Gaza, que existe como a maior prisão a céu aberto do mundo.

Esse slogan foi criado como uma farsa, uma propaganda enganosa desde seu princípio.

Em 1940, Joseph Weitz, o arquiteto-chave da colonização sionista da Palestina: “Entre nós, é preciso ficar claro que não há lugar no país para ambos os povos juntos... Com os árabes não alcançaremos nosso objetivo de ser um povo independente neste país pequeno. A única solução é Eretz Israel (A Terra de Israel), ao menos a parte ocidental de Israel, sem árabes... E não há outra maneira senão transferir os árabes daqui para os países vizinhos, transferir todos eles, nem uma vila, ou tribo, deve permanecer, e a transferência deve visar o Iraque, a Síria e mesmo a Transjordânia.”

Outro líder israelense sionista, Moshe Dayan, escreveu em 1969, depois das duas principais guerras de ocupação (1948 e 1967): “Nós viemos para este país que já era povoado por árabes, e estamos estabelecendo aqui um estado hebraico, isto é, judeu. As vilas judaicas foram construídas no lugar das vilas árabes. Você nem mesmo sabe os nomes das vilas árabes, e não o culpo, porque esses livros de geografia não existem mais – e não apenas os livros não existem, as vilas árabes não estão mais lá. Nahala surgiu no lugar de Mahalul, Gevat no lugar de Jibita, Sarid no lugar de Haneifs e Kefar Yoshua no lugar de Tell Shaman. Não há nenhum lugar construído neste país que não tenha tido anteriormente uma população árabe.”

Ou seja, o plano de destruição e expulsão dos Palestinos desta terra está na base da criação deste Estado. Hoje, além dos massacres, prisões e sanções à pequena área – que se restringe cada vez mais – dos territórios palestinos, Israel se constitui como um Estado de apartheid, uma vez que seus cidadãos não gozam de igualdade: judeus são plenamente cidadãos, enquanto não-judeus são cidadãos de segunda linha, com diferenças de maioridade penal, direito a porte de armas, restrição de representação política, entre outros.

Como defendemos uma resistência pacífica contra o CRIME que é a existência de Israel, nossa estratégia é a do Boicote. “Boicote, desinvestimento e sanções” (BDS), é uma campanha global que preconiza a prática de boicote econômico, acadêmico, cultural e político ao estado de Israel, com os seguintes objetivos: fim da ocupação e da colonização dos territórios palestinos; igualdade de direitos para os cidadãos árabes de Israel; respeito ao direito de retorno dos refugiados palestinos.

Milton Nascimento e Clube da Esquina, pedimos sua adesão ao Boicote! Cancelem o show previsto para 30 de junho em Tel-Aviv!