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Metrô: treine seus seguranças para combater assédio no Carnaval! #CarnavalSemAssédio

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O Carnaval está chegando e São Paulo já se tornou o maior destino do país nesta época do ano. Mais uma vez, as estações de metrô devem ficar lotadas de foliões indo e vindo dos blocos de rua, o que gera um alerta importante para o aumento de casos de assédio sexual dentro dos vagões, nas plataformas, escadarias e demais acessos das estações. Estou junto com a Catraca Livre, na campanha #CarnavalSemAssédio, e quero lutar contra isso! 

Meu nome é Kátia, sou psicóloga e participei dessa campanha no ano passado, quando pude acolher e orientar mulheres em situações de assédio nos blocos. No metrô, vi cenas de “brincadeiras” que identifiquei como assédio, embora o problema seja ainda muito velado. Uma ocorrência na estação Sacomã, da Linha 2-Verde do Metrô, me chamou mais atenção. 

Um rapaz e uma mulher trans discutiam muito até que ele a agrediu com um tapa no rosto, a puxou pelo braço e fez ameaças. Eles estavam próximos à catraca, onde ficam os funcionários, mas ninguém se prontificou a ajudar. Eu mesma fui até o local e chamei o funcionário, que não queria “se meter”. Tive que insistir para que algo fosse feito e ele chamasse os seguranças.

Em outra estação, uma moça levou uma cabeçada no nariz porque não quis beijar um rapaz. Ela saiu sangrando e o homem chegou a ser detido. Os seguranças, entretanto, não têm nenhuma ação para inibir que esse tipo de assédio aconteça. Os casos que presenciei mostram que os funcionários do Metrô não são bem treinados para lidar com tais situações. 

Percebo muito receio por parte de alguns deles, principalmente mulheres. Somente no ano passado, foram feitas 208 queixas de abuso sexual aos canais de denúncia do Metrô. Esse dado comprova que o órgão precisa ir além das campanhas de estímulo a denúncias das vítimas, precisa treinar seus funcionários a combater os casos.

As mulheres e os LGTBs devem se sentir seguros dentro das estações do metrô. Eles têm direito ao divertimento no Carnaval e não podem ficar vulneráveis na ida aos blocos ou na volta para casa porque o Metrô não capacita seus funcionários e seguranças a identificarem e agirem adequadamente e com prontidão aos casos de assédio sexual. Eu e a Catraca Livre, por meio da campanha #CarnavalSemAssédio, queremos que o Metrô faça alguma coisa.

Junte-se a nós nessa campanha e assine esta petição! Divulgue aos seus amigos!