Reduzir as desigualdades sociais neste momento difícil

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O programa social de transferência de renda Bolsa Família, é um importante instrumento de combate à fome e redução das desigualdades sociais, pois além da transferência de renda para famílias com alta vulnerabilidade social, ainda favorece o aquecimento da economia através da possibilidade de consumo dessas mesmas famílias junto aos setores comerciais do entorno de suas residências.

Todavia, este programa possui uma série de limitações de ordens burocráticas que muitas vezes impedem algumas famílias de poderem entrar para o o programa, bem como para permanecerem nele. Um deles é a questão de renda. Essa questão possui em si uma série de fatores que distorcem a realidade. Por exemplo: para uma família poder entrar para esse programa, ele tem que possuir uma renda de no máximo R$ 170,00 per capita, isso se nesta família possuir crianças e adolescentes de 0 a 18 anos, pois se for uma família composta apenas por adultos, essa renda cai para R$ 85,00 per capita.

Um exemplo: se em uma família, um dos integrantes possuir uma renda de emprego em torno de um salário mínimo (que por si só, já se representa em um salário baixíssimo), e se esta família for composta por quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças, teremos uma renda de R$ 234,25 per capita, o que impossibilita pelo menos momentaneamente, esta família entrar para o programa. Se considerarmos que muitas vezes essas famílias não possuem casa própria e tem que pagar aluguel (na minha cidade, Mauá/SP, o aluguel de uma casa simples com dois quartos, sala cozinha e banheiro está entre R$ 600,00 e R$ 700,00, isso em bairros não muito valorizados). Ou seja, num exemplo como esse, quase todos os rendimentos dessa famílias será consumido pelo aluguel. Muitas vezes, a solução para muitas famílias são as áreas irregulares, mais conhecidas como favelas.

Sugiro que tanto para que alguma família possa estar habilitada para receber o Bolsa Família, quanto para que ela permaneça nesse programa, a renda per capita seja de pelo menos meio salário mínimo R$ 468,50. O que permite que as pessoas responsáveis pelo sustento dessa família, que mesmo que possuem renda de um emprego com carteira assinada, (que muitas vezes se configuram como subempregos em virtude de seus baixos salários) possam contar com o programa para o auxílio em suas despesas familiares.  



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