Ética nas campanhas políticas: pela proteção da população e da reputação do país.

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Passadas as eleições, são inegáveis algumas consequências negativas, colaterais, destas últimas campanhas que atingiram 214 milhões de brasileiros, dos quais 147 milhões eleitores. Muitas pessoas saíram desta eleição psicologicamente abaladas. Um caso de saúde pública. Isto pode ser evitado no futuro.

Sem distinção, limites ou trégua, todos foram expostos às campanhas. Jovens e adultos, mas também crianças foram bombardeadas por notícias verdadeiras e falsas, opiniões, ameaças, todo o tipo de versões catastróficas, comentários e depoimentos, nas mídias de massa tradicionais, via internet e WhatsApp...Em conversas nas ruas, dentro dos lares, nas escolas, nos locais de trabalho e de lazer...em toda parte, dia e noite, repetitivamente...As campanhas deram destaque a ataques ferrenhos aos opositores. Diretamente e através da iniciativa descoordenada de simpatizantes, instigaram-se sentimentos de medo, desalento, ódio, raiva...promoveram-se versões aterradoras do que poderia ser o “dia seguinte” caso os adversários fossem eleitos...Foram usadas imagens terríveis e ameaças dos cenários mais sombrios e “inevitáveis” caso a escolha fosse "o outro”. A falta de mecanismos de regulamentação e controle eficazes quanto ao conteúdo divulgado através das redes sociais via Internet e celular, associada ao seu crescente papel, contribuíram para tal situação.

Infelizmente, estas ações capturaram o imaginário de boa parte da população de maneira profunda.

Muitos ficaram apavorados...Muitos sentiram-se à vontade para liberar sentimentos radicais. Outros se tornaram radicais sem sequer perceberem sua transformação em seres intolerantes, totalmente estanques a considerar a hipótese de conversar a respeito de possíveis alternativas às suas “verdades absolutas e óbvias”.

Muitos perderam a capacidade de criar, de produzir, de se relacionar...Laços se desfizeram ou foram fortemente abalados entre familiares, amigos, em locais de estudo, trabalho e outros...Milhões vivenciaram ou viram isto de perto.

Quanto tempo levará para que este quadro se reverta?

E como repercutiram internacionalmente estas campanhas? Quais os seus possíveis impactos na reputação do Brasil e dos brasileiros? As consequências podem ser maiores do que muitos pensam, podendo afetar carreiras, investimentos, negócios diversos.

Para evitar este tipo de desgaste na população brasileira, sugerimos uma ação suprapartidária, um compromisso de respeito a um código de ética que nasceria de um acordo entre líderes do governo e de cada partido político.

Liderando pelo exemplo, esta seria uma maneira de demonstrar, sem ambiguidade, aos seus pares, seguidores, cabos eleitorais e a toda a sociedade, o compromisso pessoal de cada um com a proteção da integridade psicológica e dos interesses de todos os cidadãos e com a reputação do Brasil.

O momento é oportuno. A sinalização de um tal compromisso contribuirá certamente para normalizar e regularizar a vida de muitos brasileiros, ainda abalados com a intensidade destas campanhas, além de melhorar a percepção externa a respeito do Brasil, também prejudicada. Seria uma contribuição efetiva para o futuro da nação e de sua respeitabilidade.

A aderência ao compromisso na prática, com o tempo, consolidará um novo modo de fazer campanhas. Um círculo virtuoso, que certamente será muito bem recebido por todos os brasileiros destas e das futuras gerações.



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