Líderes brasileiros: Comprometam-se a evitar novas pandemias como a Covid-19

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Estamos passando por um dos momentos mais difíceis da nossa história recente com a crise  da Covid-19. Essa pandemia é um alerta, e casos semelhantes podem se repetir daqui para frente, segundo cientistas. Precisamos nos reunir para pedir que nossos líderes e governantes tomem medidas urgentes para evitar futuras pandemias, #AntesQueSejaTarde!

Atualmente, 75% de todas as novas doenças infecciosas em humanos são zoonóticas, ou seja: antes de infectar seres humanos, elas se originam em animais. Há um aumento mundial de doenças emergentes que estão ligadas à falta de saúde dos ecossistemas e à maneira como os animais são criados para alimentação. Por esse motivo, solicitamos que nossos líderes adotem as seguintes medidas de prevenção:

  1. Parar o desmatamento 
  2. Barrar a expansão de novas fazendas industriais de animais
  3. Proibir o uso contínuo de antibióticos em animais explorados para alimentação
  4. Banir a exportação de animais vivos para consumo
  5. Promover um sistema alimentar mais sustentável

1. Parar o desmatamento 

O desmatamento é um dos fatores que aumenta o risco de novas pandemias. A destruição do habitat natural de diversos animais aproxima humanos e animais domésticos, incluindo os explorados para consumo, de espécies selvagens, que muitas vezes carregam consigo microorganismos nocivos que podem infectar humanos. Um exemplo é o vírus Nipah, altamente letal, que foi rapidamente controlado, mas contagioso o suficiente para matar mais de 100 pessoas na Malásia. Tudo começou quando uma fazenda industrial de porcos invadiu o habitat de morcegos selvagens. Os morcegos derrubavam frutas contaminadas nas fazendas e as frutas eram comidas pelos porcos, que então infectavam os humanos.

E o desmatamento continua acontecendo em ritmo alarmante, em grande parte relacionado a produção e consumo de animais. Biomas, como a Amazônia e o Cerrado, estão sendo destruídos para produção de carne bovina e soja. A soja é usada internamente sobretudo para alimentar porcos e galinhas, e também exportada para a alimentação desses e outros animais explorados para consumo em outros países. 

Além disso, a pecuária contribui significativamente para as mudanças climáticas, o que também favorece o aparecimento de novas doenças. A produção animal responde por 80% das emissões de gases de efeito estufa agrícolas brasileiras, segunda maior fonte de emissões do país.

2. Barrar a expansão de novas fazendas industriais de animais

Outro problema, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), é a intensificação da criação animal, causada pela crescente demanda por carne, ovos e laticínios. Algumas das doenças que acometem animais em granjas, como a gripe aviária, podem infectar e matar humanos. Milhares de porcos, galinhas e frangos são criados confinados em galpões lotados no Brasil. Muitos vivem em contato com as próprias fezes e respiram o ar contaminado com poeira fecal. Em alguns casos, eles mal conseguem se mover ou se esticar, o que pode gerar altos níveis de estresse. Com seus sistemas imunológicos debilitados, são mais suscetíveis a doenças. 

3. Proibir o uso contínuo de antibióticos em animais explorados para alimentação

As fazendas industriais e intensivas escondem outro segredo horrível: atualmente, 75% dos antibióticos do mundo são usados ​​de maneira contínua em animais explorados pela indústria de alimentos, mesmo quando não estão doentes, para também promover um crescimento mais rápido, e seu uso irresponsável está criando superbactérias resistentes a essas drogas. Quando consumimos carne, ovos e laticínios contaminados, ou vegetais e água contaminados com resíduos de animais, essas superbactérias entram em nosso corpo e podem até nos matar. Bactérias resistentes a antibióticos já matam cerca de 700 mil pessoas por ano em todo o mundo, de acordo com a ONU, e, até 2050, estima-se que matem 10 milhões de pessoas anualmente!

4. Banir a exportação de animais vivos para consumo

Além disso, o transporte de animais vivos também resulta em sofrimento em navios lotados e insalubres. Os animais podem permanecer até semanas nessas embarcações, sem acesso adequado à comida e água, sem poder se deitar, sob o risco de morrerem pisoteados. As condições sanitárias são tão precárias que é comum que eles viajem cobertos em suas próprias fezes. Essas condições, somadas à aglomeração, geram condições ideais para a proliferação de doenças que também podem infectar humanos e sua consequente disseminação de um país ao outro.

5. Promover um sistema alimentar mais sustentável

É possível tomar medidas para evitar novas pandemias, por exemplo incentivando a população a comer mais grãos integrais, frutas, verduras, legumes e substituindo o consumo de produtos de origem animal. Com essa mudança, não apenas combatemos o desmatamento, as mudanças climáticas, o uso irresponsável de antibióticos e as condições insalubres da agricultura animal, como também podemos melhorar o sistema imunológico da população, tornando-a mais resistente a vários tipos de doenças.

Não podemos colocar vidas em risco no futuro sabendo que existem maneiras de evitá-lo hoje. Nós podemos fazer isso juntos, #AntesQueSejaTarde. Assine e compartilhe esta petição com seus amigos e familiares!

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