Juntos contra rojões

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Fim de ano, festa geral, muito barulho, rojões, fogos de artifício…Há quem goste, há quem pense que a tradição deve falar mais alto, que é preciso comemorar assim, ainda que o barulho causado pelos fogos seja prejudicial às pessoas combalidas em hospitais, aos bebês, anciãos, e acima de tudo, aos nossos cães, que ouvem os rojões como o fim do mundo dado que têm uma audição muito superior à nossa.

Os cães, por exemplo, possuem uma capacidade auditiva diferente do ser humano. Eles conseguem detectar sons quatro vezes mais distantes que o ser humano. Isto acontece por razões de evolução e adaptação: o ser humano, com seus olhos posicionados bem à frente (ao contrário dos cães, que são mais laterais), consegue focar um objeto com maior precisão, além de ter um campo visual maior. Com esse aprimoramento da visão, a audição ficou em segundo plano. Nos cães, há maior dependência do sentido auditivo que nos homens. Assim, sua audição deve "compensar" a sua visão. Por fim, o ser humano se tornou tão especializado em suas faculdades mentais (cognição e raciocínio) que a audição é apenas mais um suporte ao processo (junto com todos os outros sentidos).

Além disso, muitas crianças com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) têm dificuldade em regular a informação sensorial que lhes bombardeia diariamente. Elas podem ser excessivamente sensíveis ou sub-sensível a sons e podem ter dificuldade em interpretar informações sensoriais que seu cérebro recebe. Isso deixa muitos pais perdidos sobre o que fazer a respeito para ajudar seu filho a viver em um mundo barulhento, sem ansiedade e medo. Cada ser humano processa informações sensoriais de forma diferente – dessa forma não somos todos iguais. Mas quando a sensibilidade ao ruído torna-se um obstáculo ao funcionamento diário típico de uma pessoa, ao desenvolvimento, à vida social e aocomportamento, ele é conhecido e chamado de  Transtorno de Processamento Sensorial. Muitas crianças com autismo têm ‘ouvidos’ supersensíveis a ruídos e experiência de reações intensificadas a pressões súbitas, estalos ou estouros, especialmente fogos de artifício.

Pensando em tudo isso, nosso objetivo é conseguir o maior número de assinaturas, a fim de alcançar os vereadores da nossa cidade para que aprovem projeto de lei que tenha a finalidade principal de impedir a queima de fogos de artifício que produzam estampidos (barulhos) e causem desconforto, principalmente aos animais e às pessoas com autismo.

 



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