Não ao despejo das famílias do Assentamento Luiz Beltrame, Gália -SP

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Em meio à pandemia, decisão judicial ameaça despejar 18 famílias no interior paulista. 

Após 6 anos da regularização jurídica de suas terras pelo INCRA, 70 assentados, sendo 20 menores de idade, sofrem o grave risco de perderem suas moradias e produções no final de agosto. A decisão foi tomada pelo juiz da 3ª Vara da Justiça Federal de Bauru, que deu a causa ao milionário Ivan Cassaro. O empresário e candidato a prefeito de Jaú teve as fazendas desapropriadas após parecer técnico de improdutividade. Porém, desde então recorre alegando que a improdutividade se deu pela pobreza do solo.

O assentamento Luiz Beltrame de Castro, no município de Gália, no entanto, é importante produtor de alimentos sem agrotóxicos para a região de Marília e Bauru, sendo polo de resistência da agroecologia e reforma agrária. As terras abandonadas tornaram-se lares, com fortes vínculos comunitários e diversificada cultivo agrícola. Extensões universitárias, cursos e eventos são construídos no assentamento, para além da distribuições de centenas de cestas agroecológicas todos os meses, entre outras produções.

Dizemos NÃO AO DESPEJO DO ASSENTAMENTO LUIZ BELTRAME! A decisão de despejar essas 18 famílias, inclusive com uso da força policial, é parcial, injusta e antidemocrática. Exigimos que o juizado reabra o processo e permita aos assentados, principais envolvidos, o direito à defesa