Proibir sacolas plásticas.

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Natália Leal criou este abaixo-assinado para pressionar Governo Federal e

Um material que foi criado para salvar vidas animais, hoje, é o responsável pela morte de 100 mil animais marinhos a cada ano: o plástico. Segundo a reportagem especial da National Geographic deste mês, o material foi desenvolvido no fim do século XIX para substituir produtos feitos a partir do marfim dos elefantes. Naquela época, o substituto foi um plástico feito com celulose. No entanto, esse material foi posteriormente desenvolvido a partir do petróleo, para barateá-lo e garantir mais qualidade e durabilidade.

 

Desde então, impulsionado pela indústria de embalagens, o uso do plástico cresceu de forma exponencial. Estima-se que a produção em 2050 chegue a 33 bilhões de toneladas. Neste mesmo ano, cientistas calculam que haverá mais plástico do que peixes nos oceanos. Para Fernanda Dalto, Gerente de Campanhas da ONU Meio Ambiente, o problema não é o plástico, mas sim como usamos. A especialista participou de um encontro em São Paulo no dia Mundial do Meio Ambiente, 05 de junho, justamente para discutir a questão – considerada pela ONU como o maior desafio ambiental do século XXI. Durante o evento, ela apresentou alguns dados que estão alarmando a organização:

Estima-se que, todos os anos, cerca de 8 a 13 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos;
Mais de 40% de todo o plástico produzido durante 150 anos foi usado uma única vez antes do descarte;
De todo o plástico produzido, apenas 9% foi reciclado;
Menos de um quinto da produção foi reaproveitada;
Entre os materiais mais encontrados nos oceanos, estão canudos, sacolas plásticas, redes de pesca, bituca de cigarro, tampinhas;
São produzidas um milhão de garrafas plásticas por minuto.
 

 


 

 

O perigo microscópico

 

Uma das maiores preocupações de especialistas que estudam o material são os microplásticos. O termo foi criado pelo cientista Richard Thompson e é usado para definir pedaços do material que são muito pequenos – de até cinco milímetros de diâmetro. Com a ação do sol, movimentos das ondas do mar e também a ação de microrganismos, a fragmentação do plástico dificulta a recolhida do material do meio ambiente.

 

Além disso, essas partículas já estão entrando nas cadeias alimentares marinhas. O mesmo cientista achou microplásticos em um terço de 500 peixes diferentes no Canal da Mancha, na Inglaterra. Cientistas já encontraram contaminação plástica no sal marinho nos Estados Unidos, Europa e China.  O mesmo está acontecendo com fibras sintéticas de roupas, de acordo com Dalto. A cada lavagem de roupas com esses materiais, milhares de partículas de plástico são liberadas e vão parar nos ralos, seguindo para córregos, rios e desaguando oceanos. A preocupação é que haja um “sufocamento” dos mares e de seus organismos responsáveis pela fotossíntese. Calcula-se que cerca de 60% do oxigênio que respiramos vem dessas águas.

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