Manifesto PELA VIDA! CONTRA A CARESTIA!

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Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos- MTD criou este abaixo-assinado para pressionar Governo Federal

MANIFESTO  

PELA VIDA! CONTRA A CARESTIA!

O atual cenário de crise sanitária e crise política e econômica em pleno contexto de pandemia da Covid-19 no RS, Brasil e no mundo, é um grito uníssono de todas e todos pela vida das trabalhadoras e trabalhadores, no campo, na cidade, em casa e na rua, no trabalho ou na família! Precisamos priorizar a segurança alimentar, diante do aumento nos preços dos alimentos e da fome que assola nosso país e estado!

Manifestamo-nos contra todas as formas de violências e, veementemente, contra o aumento do custo de vida que estamos vivenciando. A pandemia desnudou e aprofundou as já enormes desigualdades estruturais de nosso país e no nosso Rio Grande do Sul.

O desemprego, a informalidade, a precarização e o desalento no Brasil alcançaram recordes históricos e o encarecimento do prato de comida pesa ainda mais nos bolsos de nossas famílias, em especial das mulheres, mulheres negras, pessoas com deficiência, população LGBTIQ+, povos indígenas, sendo estes os mais afetadas por esse quadro de desmonte do mercado de trabalho. Além do aumento nos casos de violência doméstica e familiar, as mulheres tiveram a diminuição da renda e do trabalho durante a pandemia, destacando o  impacto vivenciado pelas mulheres que se dedicam ao trabalho doméstico remunerado, sendo 77,5% delas na informalidade. No RS, foram perdidos mais de 20,2 mil postos de trabalho em 2020.

O preço dos alimentos aumentou em ritmo acelerado, enquanto o salário mínimo continua defasado e sem política de valorização, encerrada neste governo, A falta de políticas para geração de emprego, trabalho e renda  e a redução do Auxílio Emergencial neste ano, pode colocar 61,1 milhões de pessoas na linha da pobreza e mais 19,3 milhões abaixo da linha da pobreza. A cesta básica em Porto Alegre, como referência do preço da comida no estado, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), em Janeiro de 2021 foi R$626,25, enquanto em Janeiro de 2020 foi de R$502,98, representando um aumento de 24%. 

Temos observado uma elevadíssima (e perigosa) relação entre o volume exportado de alimentos estratégicos (cada vez maior) e o consumo doméstico desses produtos em significativo processo de carestia. O desmonte das políticas de estoques estratégicos e reguladores de alimentos e de seus preços, promovido pelo atual governo federal, gera escassez alimentar que impacta no  desenvolvimento nutricional de crianças e adolescentes, gestantes e idosos, restringindo a segurança alimentar de toda a população, com altos preços praticados que impossibilitam e limitam o acesso à alimentos. Soma-se a isso, a liberação de agrotóxicos e o desmonte de políticas de apoio à Agricultura Familiar, responsável em colocar comida na mesa das trabalhadoras e trabalhadores e de suas famílias. Destacamos, portanto, a interface alimentação, meio ambiente e biodiversidade.

Nós mulheres, homens, juventude, trabalhadoras, trabalhadores, desempregadas, mães e provedoras de família, em todo lugar desse estado, que vivemos a solidariedade ativa, não iremos aceitar que os prejuízos das gestões Eduardo Leite, no RS e bolsonarista no país e no combate ao coronavírus recaiam em dobro sobre nossas famílias, em especial as mulheres. A defesa da vida nos mobiliza a priorizar nossa luta  naquilo que garante a sobrevivência concreta: o alimento que mata a fome aguda, a fome crônica, que evita a desnutrição, que é essencial à vida, ao desenvolvimento humano e à  dignidade para manter a cabeça erguida. O direito à alimentação adequada é indispensável à cidadania e à justiça social.

Nesse sentido, conclamamos todas e todos, trabalhadoras e trabalhadores de todo o Rio Grande do Sul, da cidade e do campo, das favelas e periferias, nas entidades sindicais, nos coletivos e redes feministas, nos partidos, nos movimentos de luta por direitos, nos movimentos rurais, nos núcleos de base, nas igrejas e pastorais sociais engajadas para juntas e juntos construirmos uma  ampla unidade em manifesto e ato pela vida de todas as pessoas contra o aumento dos preços dos alimentos e a carestia.

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