LEIS DURAS PARA FISCALIZAÇÃO DE BARRAGENS

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( crédito foto R7 em 25/01/2019 )

Você já desejou viver em uma bolha, longe de qualquer notícia? A vida não é fácil, certos momentos mais tensos me levam a querer morar no meio do mato. Mas é impossível me alienar do sofrimento alheio, é impossível negar a existência do outro, sou compelida a fazer algo. Tenho postado artigos, fotos, entrevistas, tudo o que encontro sobre o desastre do Brumadinho, que acredito estar bem escrito, repasso.
As pessoas precisam saber, compartilhar, se indignar, agir, cobrar, verificar, policiar as autoridades, para que as vítimas da tragédia, anunciada diga-se de passagem, tenham algum apoio, primeiro financeiro, para reconstruir suas casas, refazer suas vidas. Depois um acompanhamento psicológico, pois passar por tudo aquilo abala profundamente qualquer pessoa. Esses sobreviventes vão precisar de empregos dos mais variados, pois trabalhar na empresa que causou sua desgraça acredito que não seja uma opção. Eles têm o direito de refazer suas vidas longe dali.
Os sobreviventes de Mariana, cuja barragem rompeu há 3 anos, até hoje não receberam a cidade que lhes foi prometida. Como dormem as pessoas que lhes fizeram essa promessa eu não tenho a menor ideia. Eles provavelmente não são providos de consciência. Consequência disso é o povo atingido por essa e outras tragédias, ficar completamente desamparado. Na época de Mariana, houve um movimento popular cobrando leis mais duras de fiscalização dessas barragens, milhares de assinaturas, que foram derrubadas por menos de meia dúzia de parlamentares. Foi o suficiente para que nos calássemos.
Não podemos, enquanto sociedade consciente, deixar que esses acontecimentos caiam no esquecimento. Precisamos nos mobilizar, ainda que apenas através das mídias sociais, como uma voz, que não pode ser calada, que não se cansa, que perturba e incomoda o status quo. Não deixemos esses homens em paz.
Quem se habilita?