A construção da estação de Metrô da Gávea tem que ser retomada já!

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Em julho deste ano completará seis anos que as obras da estação Gávea do MetrôRio foram iniciadas. Prometida para ser entregue à população em meados de 2016, essa extensão da Linha 4 acumula quase três anos de atraso. Os operários estão parados desde março de 2015 porque o Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) encontrou superfaturamento de R$ 3 bilhões nas obras, que custaram ao todo R$ 10 bilhões, e proibiu novos repasses ao Consórcio Rio Barra, responsável pala construção.

Em janeiro, o TCE revogou a determinação que retinha os repasses, por unanimidade, e autorizou a retomada das obras. No entanto, em ação civil pública, o Ministério Público do Rio (MPRJ) conseguiu liminar que impede o governo de continuar a construção. Os promotores alegam que uma injeção além dos R$ 934 milhões gastos até o momento vai de encontro à recuperação fiscal assumida pela gestão de Pezão desde 2017.

A nova linha beneficiaria cerca de 22 mil pessoas, uma vez que ligaria a estação Antero de Quental, no Leblon, à estação de Botafogo. Os bairros da Gávea, Jardim Botânico e Humaitá seriam rota da escavação, em que a execução atingiu apenas 42% do total, de acordo com a Secretaria de Transportes. A paralisação das obras resulta em grandes perdas econômica e social, como a deterioração dos serviços já executados, a depreciação dos materiais e equipamentos já adquiridos e armazenados, a perda de cerca de mil postos de trabalho diretos. A construção ocupa parte do estacionamento da PUC, onde muitos alunos poderiam usufruir do serviço.

Um inquérito aberto pelo MPRJ em março de 2017 investiga possível má gestão dos recursos públicos em razão da paralisação de obras e custeio de manutenção de equipamentos sem funcionamento, como o 'Tatuzão'. Ainda resta 1,2 km de túnel a escavação entre o Alto Leblon e a Gávea.

A obra do metrô da Gávea está na lista de prioridades do atual governador Wilson Witzel que afirmou haver uma solução técnico-jurídica para o problema.

Seja qual for a solução, os moradores da Gávea e a comunidade da PUC-Rio não podem prescindir desse meio de transporte público. Além dos custos da obra parada há riscos estruturais em manter a obra nesse estado - projetada para ter a plataforma mais profunda do sistema, a 55 metros abaixo do nível da terra, a estação teve de ser transformada numa espécie de reservatório que acumula 36 milhões de litros de água, volume suficiente para encher 13 piscinas olímpicas. Essa inundação, se mantida, traz riscos estruturais aos prédios vizinhos.

A comunidade tem que se mobilizar para pressionar o poder público para dar uma rápida solução e retomar as obras o quanto antes!