É URGENTE! ALENQUER SUFOCANDO: condições de tratamento aos pacientes de Covid 19

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O município de Alenquer no Pará encontra-se na Calha Norte do rio Amazonas. Graças à precaríssima infraestrutura de saúde do município e o avanço da perigosa cepa de Covid 19 da vizinha Manaus, Alenquer encontra-se em Zona Negra e rigoroso Lockdown.

Ainda assim, o número de casos e óbitos do município aumentam vertiginosamente. Neste mês de fevereiro por vários dias estes óbitos representaram entre 33 a 50% dos óbitos de todo o Estado (comparações feitas entre os boletins epidemiológicos da Prefeitura de Alenquer, divulgados no Facebook, e os da Secretaria de Saúde do Estado, divulgados no Instagram), ainda que a cidade tenha apenas 0,007% dos habitantes do Pará. Apenas os óbitos dos primeiros 12 dias de fevereiro representam 25% do total de óbitos no município em quase um ano de pandemia!

Alenquer tem cerca de 57.000 habitantes. No único hospital da cidade (Hospital Santo Antônio, entidade beneficente) apenas 7 médicos (alguns vindos de outras cidades) revezam-se em plantões, sendo que em geral apenas há um médico plantonista para atender toda a população. Não há UTI, o hospital conta com apenas 15 concentradores de oxigênio, bem como balas de oxigênio, que precisam ser recarregadas na cidade vizinha, Santarém, com acesso apenas por via fluvial. Não há tomógrafo. O laboratório do hospital não possui a infraestrutura para realizar todos os exames requeridos no protocolo de manejo de pacientes de Covid 19.

Além de retirar vidas preciosas, esta condição também é inviável economicamente, uma vez que pacientes graves são transportados via "ambulancha" para Santarém, ou via aérea para Itaituba. Isto já se faz mais caro que implantar soluções locais, bem como pode ter custado vidas de pacientes dados os desgastes da viagem. Vale ressaltar que os óbitos de pacientes transferidos para outros centros não são contabilizados nas estatísticas do município.

Em 2018, o então governador assinou termo com o mencionado hospital para instalação de uma UTI na cidade. Entretanto, a última parcela para a obra não foi repassada, bem como equipamentos não foram adquiridos. O repasse do SUS ao Hospital está em atraso desde dezembro de 2020.

               Dados os terríveis fatos mencionados acima, nós abaixo-assinados, solicitamos medidas de máxima urgência para conter em curtíssimo e curto prazo o avanço temeroso de óbitos pelo coronavírus:

  • O pagamento urgente da verba devida pelo SUS ao Hospital Santo Antônio;
  • A contratação de pessoal de saúde para trabalhar com pacientes hospitalizados e em ambulatório;
  • A compra de reagentes e equipamentos necessários para exames requeridos no manejo da Covid 19;
  • Liberação da última parcela do termo de fomento 01/2018 para o término da construção da UTI no Hospital Santo Antônio;
  • Aquisição de equipamentos e contratação de pessoal para o funcionamento da UTI;

Respeitosamente,