Abaixo-assinado encerrado

NÃO À DESGRAÇA NA GRAÇA!!!

Este abaixo-assinado conseguiu 1.520 apoiadores!


População de Benguela corre risco de exposição a químicos nocivos

está a ser erguida uma fábrica de fertilizantes químicos numa zona urbana do município de Benguela. Esta situação gerou polémica a nível municipal e nas redes sociais, todavia, o que a maioria dos angolanos desconhece, é que, o impacto ambiental permanente e extremamente prejudicial para a saúde pública que se avizinha, afectará a todos que residem nessa província, segundo os opositores da fábrica[1]

Benguelenses desiludidos com dirigentes por “permitirem” fábrica poluente na cidade

É cada vez maior o grupo de benguelenses que se insurge contra a “fábrica de fertilizantes químicos” em construção no meio de um bairro, no município de Benguela. esta luta pacífica por direitos dos cidadãos e do ambiente, preocupa a todos e já existe um abaixo assinado com mais de 2.000 subscrições, estando em vista outras formas de protesto, passando por apelos aos dirigentes para que “pensem no bem do povo”, assim se agitam os munícipes, desiludidos[2]

Fábrica de fertilizantes em Benguela será movida, garante ministra da Indústria

A ministra da indústria, Bernarda Martins, declarou, ontem, que a entidade proprietária da fábrica de fertilizantes em construção em Benguela “foi desobediente”, ao mudar a finalidade da obra, pois o que havia sido autorizada foi uma superfície comercial e não industrial. Dada esta infracção, os donos do projecto terão de desmantelar a unidade fabril e construí-la noutra área, que seja apropriada para este tipo de investimento[3]

Passados mais de 15 dias após a Ministra da Indústria ter declarado “que o assunto está nas mãos do governador provincial, Rui Falcão, para resolução breve” e que “ele (proprietário), vai ter que deslocalizar este projecto para uma área que lhe for atribuída”, propícia para essa actividade industrial” verifica-se um silêncio assustador por parte do Governador Provincial de Benguela perante um acelerar das obras da referida infraestrutura.

[1] - O País, https://opais.co.ao/index.php/2019/04/05/populacao-de-benguela-corre-risco-de-exposicao-a-quimicos-nocivos/
[2] - O País, https://opais.co.ao/index.php/2019/04/10/benguelenses-desiludidos-com-dirigentes-por-permitirem-fabrica-poluente-na-cidade/
[3] - O País, https://opais.co.ao/index.php/2019/04/11/fabrica-de-fertilizantes-em-benguela-sera-movida-garante-ministra-da-industria/

Ler o manifesto abaixo:

MANIFESTO CONTRA A CONSTRUÇÃO DE UMA UNIDADE FABRIL DE FERTILIZANTES NA ZONA URBANA DA CIDADE DE BENGUELA

            Nós, subscritores, abaixo referenciados e cidadãos da província de Benguela, movidos por preocupações de ordem ambiental e, consequentemente, saúde pública, vimos, através deste, manifestar o nosso total repúdio face à construção da unidade fabril de fertilizantes químicos, naquele local, a especificar: junto à Estrada Nacional Número 100, (EN100), na Zona F, Bairro Nossa Senhora da Graça, no município de Benguela.

“NÃO À DESGRAÇA NA GRAÇA!!!”

            1º – Porque a unidade fabril está a ser construída em zona urbana, habitacional, onde residem mais de 60.000 mil cidadãos.

            Não pode, pois, zonas urbanas são para residência de pessoas e, zonas industriais são para as indústrias.

            2º – Porque não existe Licença para uma unidade fabril, mas sim para uma superfície comercial.

            Palavras ditas pela Ministra do Comércio e Indústria, Bernarda Martins, em entrevista emitida na TV Zimbo, a 10 de Abril de 2019.

            3º – Porque não existe parecer nenhum do Ministério da Saúde, quando se sabe que essa unidade irá interferir, negativamente, na saúde pública da população.

            4º – Para além dos gases nocivos que serão expelidos para a atmosfera através da chaminé existente na unidade, não se sabe como irão ser tratados os resíduos líquidos e sólidos, que serão produzidos por esta indústria super-poluente.

            Não esquecendo o sofrimento do povo, como ficará a nossa água potável subterrânea, dos lençóis freáticos, os nossos solos, as plantas, os nossos animais, o nosso mar? E que futuro terão os nossos filhos, netos, bisnetos e gerações vindouras?

 

            Por tudo isto, eu assino, “NÃO À DESGRAÇA NA GRAÇA!!!”

Os subscritores,



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