Mantenha o Banrisul público e controlado pelo Estado do Rio Grande do Sul

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Este abaixo-assinado virtual tem por objetivo evitar a privatização do Banrisul, um dos últimos bancos estaduais em atividade, sendo um dos maiores bancos em atividade no País.

É importante lembrar que a agenda de privatização do Banrisul não surgiu agora. Ela surgiu na década de 1990, quando o Fernando Henrique era presidente e o Antônio Britto era o governador. 

Naquele período a maioria dos estados brasileiros enfrentava uma grave crise financeira e precisava rolar suas dívidas. Na época, as contrapartidas com o Governo Federal envolveram a privatização de estatais. No caso do Rio Grande, a CRT foi vendida, a CEEE foi fatiada e o Banrisul foi preservado, mas incorporou a antiga Caixa Econômica Estadual.

O governador Britto afirmava que seu objetivo era tornar o Estado mais dinâmico e qualificar os serviços públicos. E concordando ou não com essa prática, possivelmente ele teve uma boa intenção e acreditava que estava fazendo a coisa certa, seguindo suas convicções. 

Acontece que todos que se elegeram depois do Britto disseram quase a mesma coisa: era preciso fazer uma nova renegociação da dívida, porque o valor das parcelas estava impedindo o Estado de investir em saúde, segurança, educação, etc. Ou seja, precisava renegociar o que tinha acabado de ser renegociado! E já se passaram mais de 20 anos: houve aumento de impostos, saques de depósitos judiciais, venda de ações do Banrisul e outras medidas que só foram empurrando o problema.

A questão ficou mais séria agora, porque a despesa cresceu bastante, estamos em recessão há 2 anos, a arrecadação vem caindo e não há mais depósitos judiciais para financiar o rombo. 

Então o que vinha sendo empurrado com a barriga ficou insustentável. Os salários dos servidores estão atrasados e parcelados, assim como há fornecedores há meses sem receber.

E sobre isso existem diversos argumentos: o dinheiro é mal gasto, que há desvios, que há isenções fiscais, que houve aumentos para o funcionalismo, que há muita sonegação, etc. O que não falta são justificativas e causas para o problema. Mas o fato concreto é que atualmente não há dinheiro e nem fonte de financiamento. 

E nessa nova renegociação da dívida ressurge a privatização do Banrisul.

O Governo Federal pensa o seguinte: "você quer deixar de me pagar por 3 anos, quer mais prazo, mas você é dono do maior Banco da Região Sul e de outras empresas. Façamos o seguinte: eu te dou uma carência de 3 anos e dou aval pra você pegar novos empréstimos, mas você me entrega as suas empresas como garantia. Para pagar esses novos empréstimos, eu vendo as empresas e refinanciamos a dívida no longo prazo".

Na teoria parece bom: o Estado vai colocar os salários em dia, vai pagar os atrasados, vai poder investir em áreas prioritárias...

Só que não... #SQN

O Governador Sartori e o Secretário Feltes possuem boas intenções. Ambos têm histórico de serem bons gestores, foram reconhecidos e bem avaliados nas cidades que governaram e realizaram boas administrações. E ambos vêm reafirmando que o Banrisul não está na mesa de negociações.

Mas a gente sabe que a pressão é muito grande. Tanto do Governo Federal, dos interessados na compra do Banco, como também de parte da imprensa que, sejamos sinceros, reflete sim uma parcela da nossa Sociedade que é favorável à privatização.

A matemática é uma ciência exata, mas a gente decide como vai usar os números. Tem um livro interessante que se chama Como mentir com estatística (Darrell Huff), que apresenta diversas formas de utilizar dados reais para forjar uma opinião que nem sempre representa a realidade.

Ou seja, há excelentes argumentos que defendem a manutenção do Banrisul público, como também argumentos lógicos que defendem à venda do Banco. Do ponto de vista matemático ou ideológico, os argumentos são equivalentes e cada um puxa a brasa para o seu assado.

Então que tal aprender com a nossa própria história?

Na década de 1990 Estado privatizou empresas e equilibrou as contas. Mas logo em seguida voltou a ter dificuldades. O dinheiro simplesmente evaporou. O mesmo aconteceu quando o Estado vendeu ações o Banrisul em 2007 e o dinheiro serviria para equacionar a questão previdência dos servidores. Cadê o dinheiro?

Hoje a história está se repetindo. Alguns economistas estimam que cerca de R$ 7 bilhões ingressem no caixa do Estado com a venda do Banco. Com esse dinheiro, as contas públicas ficarão equilibradas por 1 ou 2 anos, talvez 3 anos. 

Mas logo em seguida, quando as parcelas da renegociação tiverem que ser pagas, o dinheiro da venda do Banrisul terá evaporado e voltaremos à triste realidade que conhecemos há mais de 20 anos, mas sem o nosso ativo mais valioso.

Por esse motivo somos contra a privatização do Banrisul.

Por esse motivo somos a favor da manutenção do Banrisul como Banco Público.

Não é uma questão ideológica ou de mercado. Vender o Banrisul é bom para o Governo Federal, excelente para quem comprar e a agora, nesse momento, pode até ser bom para uma parcela do Estado, mas em pouco tempo ele vai fazer falta.

Por isso, se você também é contra a privatização do nosso Banrisul participe do abaixo assinado virtual.

Aproveita e compartilha com seus amigos e com as pessoas que você conhece. Quanto mais gente assinar, mais forte vai ser a nossa campanha para manter o Banrisul público.



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