DECRETE ESTADO DE CALAMIDADE PÚBLICA EM VICENTE PIRES AGORA

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COMO REPRESENTANTE A POPULAÇÃO, ASSOCIAÇÃO AMOVIPE CUMPRE SEU PAPEL DE COBRAR A VERDADE SOBRE AS OBRAS DE VICENTE PIRES E PEDIR QUE O GOVERNO DECRETE ESTADO DE CALAMIDADE PÚBLICA, POIS É A ÚNICA SOLUÇÃO PARA RESOLVER O PROBLEMA

Chegamos aos 120 dias de governo e não conseguimos passar nem uma semana sem que o caos estivesse presente em Vicente Pires. O GOVERNO informa a todo o tempo que a culpa é da chuva, porém esse é apenas um pequeno problema, que já está passando, se considerarmos os demais. Anuncia-se que as máquinas entrarão nas ruas e vão ser alavancadas em uma força tarefa, para concluir as obras iniciadas e/ou paralisadas, tirando os moradores do caos... Verdade?

Em parte, sim, mas o problema estará de volta em breve, mais precisamente na próxima temporada de chuvas, pois o governo anuncia que nos trechos onde as empresas abandonaram, outras irão assumir. Para os lotes de serviços do Trecho 2 da CAS e 8 de Vicente Pires, estão chamando a Terceira empreiteira para contratação, haja vista desistência e/ou falência das anteriores. Ora, somente quem não conhece e acompanha as obras desde os primeiros rascunhos dos projetos, como nós, que acredita nessa hipótese.

Vou explicar: Os projetos foram feitos na gestão do então governador Arruda, portanto o orçamento de R$508 milhões foi definido há mais de 10 anos, mesmo assim, na reanálise desses custos, em 2014, esse valor caiu para R$468 milhões. As obras que deveriam começar em 2014, somente começaram de verdade em 2018 e com muitos erros. Os viadutos que foram orçados e licitados por R$ 5 milhões, hoje custam em torno de R$17 milhões (dados do governo), quase 4 vezes mais.

Isso nos dá uma base clara de que não existem milagres como estão apregoando por aí. Nos lotes onde os serviços foram abandonados, as referidas empresas que o fizeram (por falência e/ou inexecução contratual) já haviam recebido o aditivo permitido por lei e algumas receberam até acima do valor. Mesmo assim abandonaram, portanto dificilmente alguma empresa assume e, se assumir abandonará com certeza, se os custos não forem repactuados.

Então a conclusão sobre a obra geral é simples: MESMO QUE AS EMPREITEIRAS EXISTENTES terminem as obras das ruas iniciadas, OUTRAS FICARÃO EM OBRAS, sendo que a maioria dessas vias são de cima da cidade, como a Rua 12, parte da Rua 10, etc., portanto, sem obras nesses trechos, as águas das próximas chuvas irão “voar” num passe mágica? Acredito que não, então, as enxurradas virão com tudo para as ruas novas e transformarão tudo em caos novamente.

Qual a solução legal? Fazer licitação de tudo que foi abandonado, porém o valor antigo não cobre os custos, mesmo com os aditivos que já foram dados.

Essa é a solução? Não, pois licitação pode demorar no mínimo um ano se tudo correr bem, porém, via de regra as empresas perdedoras recorrem e pode demorar 2, 3 e até mais anos. Se assim for, como ficaremos na cidade até lá?
Então Senhor Governador Ibaneis Rocha, nos mostre sua proposta para este grave problema, mas, por favor, nos fale a verdade pois o povo está cansado de sofrer e de ser enganado há tantos anos com essas obras.

Podemos concluir que a única solução é o senhor decretar mesmo Estado de Calamidade Pública, como pedimos no abaixo assinado; sabemos que não existe outra alternativa legal e moral, pois o governo tem gastado milhões em operações de tapa buracos (em trechos licitados que seria de responsabilidade das empresas), o que provoca danos ambientais irreversíveis, prejudicando os córregos e o lago Paranoá, sem deixar de mencionar o prejuízo aos cofres públicos com ações paliativas.

Sr. Governador, em Vicente Pires o senhor teve uma votação maciça pois o povo acreditou no senhor, então está na hora de dar as caras e vir falar com os moradores, pois até o momento seu governo esteve presente em Vicente Pires apenas para tentar vender os imóveis da venda direta e vender créditos do BRB para empresários que lamentavelmente faliram por causa do caos que se abateu nossa cidade.

Solicitamos que decrete o estado de calamidade, pois tal medida extrema, se for adotada de forma séria, considerando suas implicações, custará mais barato do que está e estará sendo gasto com os paliativos. Pare, Sr. Governador, analise, pense e faça agora o que é certo pois a população já está se revoltando com o seu governo.

Gilberto Camargos
Presidente da AMOVIPE