Retorno às aulas só após a vacinação!

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Nós,  professores, funcionários, alunos e  membros da sociedade civil abaixo-assinados, vimos protestar contra o retorno às aulas presenciais no Centro Paula Souza  até que toda a comunidade escolar seja vacinada.

 

O Centro Paula Souza (CPS), Autarquia Estadual do Governo de São Paulo, responsável pelas FATECs e ETECs, divulgou plano de retorno às aulas presenciais estabelecido a partir do comunicado do URH DE 19.01.2021 e propôs HAE (hora atividade específica) para 01(hum) professor por unidade,  cuja designação será  aferir a temperatura de todos os presentes e organizá-los para o trabalho presencial. Diante desse fato, caracterizado como desvio de função, nota-se a precariedade e periculosidade do plano de retorno do CPS ao deixar de atribuir tal função a um profissional da saúde em suas unidades de ensino. O irresponsável improviso colocará sob risco de morte ou adoecimento por Covid-19 membros da comunidade escolar. Agrava-se ao fato de que não há nem mesmo funcionários suficientes em cada uma das unidades para arcar com esse tipo de atividade ou mesmo outras essenciais, como higienização intensa de salas, laboratórios, equipamentos, mesas, etc.

 

Além de, até o momento, não haver realizado a testagem de professores e funcionários para ciência das condições de retorno, sequer sabemos se as mais de trezentas unidades de ensino que compõem o Centro conseguirão efetivamente se adequar ao Protocolo Sanitário Institucional emitido no segundo semestre do ano passado.  O CPS baseia-se em protocolos oriundos do Governo do Estado de São Paulo que prevê o retorno de até 35% dos estudantes às escolas em todo o Estado exatamente num momento em que a propagação do vírus COVID-19 atinge níveis diários altíssimos, já muito próximos dos níveis do pico da pandemia em 2020, além da própria escalada atual das ocupações de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), acima de 75% em vários hospitais públicos e privados.

 

Faz-se necessário ainda salientarmos que os modais de transportes (trens, ônibus, metrô) utilizados pelos milhares de alunos até as unidades de ensino estaduais não permitem o distanciamento social mínimo exigido, o que, consequentemente, coloca o corpo discente em risco, podendo ainda transformá-los em potenciais vetores de contaminação dos docentes e funcionários das escolas.

 

Segundo o jornal inglês Daily Mail, o retorno às aulas presenciais na Inglaterra foi responsável por três vezes mais surtos de COVID em todo o país. Em todos os países onde se observou um novo aumento no número de casos, não houve outra alternativa senão cancelar as aulas presenciais. No Brasil, em Manaus, por exemplo, não foi diferente!

 

Com base no relato acima, calcado em dados/fatos locais e internacionais nesses exemplos, acreditamos fortemente que obrigar um retorno dos estudantes, professoras, professores e administrativos das unidades escolares ao trabalho presencial em fevereiro/2021, antes da vacinação, significará não apenas aumentar a crise sanitária em que estamos imersos, como também a contaminação das pessoas, impactando em maior número de mortes diárias.

 

Dessa forma, solicitamos que sejam mantidas as aulas remotas até a efetiva aplicação da vacinação em massa no Estado de São Paulo, isto é, que toda a comunidade escolar esteja devidamente vacinada para um retorno seguro e responsável às aulas presenciais.