Reduz Unilus

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São notórios os desafios impostos à comunidade docente, discente e de funcionários da Fundação Lusíada causados pelo atual cenário de pandemia mundial, em que inúmeros trabalhadores assalariados sofreram reduções em seus salários ou perderam os seus empregos. A crise econômica também afetou de forma significativa trabalhadores informais e profissionais liberais, que sofreram relevantes prejuízos financeiros. Cabe ressaltar que, para a grande maioria das famílias que terão um abrupto decréscimo em sua renda, o pagamento da mensalidade integral poderá ser um entrave à própria subsistência, o que levará inúmeros estudantes a trancarem as suas matrículas.

Nesse contexto, é válido notar que, devido ao cancelamento total de qualquer aula presencial, tem-se a diminuição de custos fixos como conta de luz e água. Soma-se a isto o alto valor das mensalidades do curso de Medicina, que se tornam injustificáveis com o cancelamento das aulas presenciais, das quais muita são práticas e estão suspensas.

Dessa forma, faz-se de extrema necessidade a realocação de verbas para a garantia da redução das mensalidades. Ademais, faz-se de extrema relevância que professores e funcionários tenham seus salários e empregos preservados e que a discussão acerca das diminuições de mensalidades, em hipótese alguma, seja norteada por cortes, suspensões ou demissões dos referidos funcionários.

Portanto, a campanha #reduzunilus lança um abaixo-assinado à comunidade acadêmica reivindicando que a Fundação crie opções de adequação de pagamentos, garantindo que todos os alunos possam permanecer na fundação neste período de dificuldades e incertezas financeiras, e, caso haja inadimplemento, que se crie mecanismos de proteção do aluno, reduzindo o número de desistência dos alunos nos cursos da seguinte forma:

1.   A redução do valor das mensalidades, durante o período em que as aulas forem lecionadas à distância;

2.   Seja realizado o perdão das dívidas de mensalidade contraídas durante esse período, ou, subsidiariamente, que sejam propostas formas de parcelamento factíveis, se atentando à particularidade de cada aluno/família, bem como que os valores parcelados decorrentes da inadimplência durante o período supracitado (início do Decreto de Calamidade Pública até três meses após o término de sua vigência) sejam diluídos em, ao menos, 12 mensalidades futuras – para que, assim, não seja aumentada, logo após a crise, bruscamente o valor mensal a ser pago;

3.   Que, não incidam quaisquer formas de juros ou multa no valor das mensalidades inadimplidas durante e 3 (três) meses após o término da vigência do Decreto de Calamidade Pública, bem como que os alunos ou suas famílias não sejam inscritas como devedores em nenhum órgão de proteção de crédito (SPC e SERASA, por exemplo).

4.    Que seja assegurada a todos os estudantes, inclusive aos inadimplentes a rematrícula em 2021, tendo em vista o caráter excepcionalíssimo do período que estamos vivendo;

5.   Ainda como consequência da pandemia, sabe-se que muitos alunos entraram em uma condição anômala de dificuldade financeira. Sendo assim, diante da responsabilidade social que possui, a fundação universitária deve possibilitar a repetição do ano sem ônus financeiro. Ou seja, aos interessados, que possam cursar novamente o semestre sem que tenham que pagar o semestre (eis que já pagaram agora). Nesse âmbito (concomitante ou subsidiariamente), é preciso a garantia de trancamento do semestre sem taxação, nem qualquer burocracia que impeça a realização do referido, dado que o estudante não poderá cursá-lo por motivo de força maior.

6.   Que nenhuma das medidas aqui referidas sejam realizadas com base em demissões/suspensões de professores e funcionários, independentemente de serem terceirizados, ou por meio de qualquer tipo de redução salarial destes.