Queremos mais autoras mulheres na lista de livros obrigatórios da Fuvest!

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Somos a Lena, Alice e Luzia, do coletivo feminista Eu não sou uma Gracinha, organizado pelas alunas da Escola Gracinha. Nós e nossas colegas estamos entre o Ensino Fundamental II e Ensino Médio e logo entraremos em fase de vestibular. Por isso, ao ler a lista de livros obrigatórios da Fuvest, ficamos impressionadas com a falta de valorização das escritoras mulheres: de 9 livros, há apenas 1 livro escrito por uma mulher para os próximos 3 anos de vestibular. 

Queremos que a escolha dos autores dos livros adotados seja mais representativa e igualitária na questão de gênero, pois desconsiderar as autoras mulheres é reforçar a desvalorização que a classe já sofre em todos os âmbitos, inclusive (e principalmente) no intelectual. 

Alguns livros sugeridos para que a Fuvest adote: 

"Úrsula", de Maria Firmina dos Reis, é o primeiro romance escrito por uma mulher negra no romantismo. O livro trata da escravidão a partir do ponto de vista dos escravos.

"Quarto de despejo: diário de uma favelada", de Maria Carolina de Jesus. O livro é o diário de Carolina de Jesus, uma mulher negra de São Paulo que narra seu cotidiano nas comunidades carentes da cidade.

E existem muitos mais! Fuvest, por favor, escute nosso pedido e repense a lista de livros obrigatórios para prestar o vestibular.