Abaixo-assinado encerrado

Senado, o fim do "imposto sindical" deve ser mantido na Reforma Trabalhista!

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Sou funcionário público do Estado de MG. Sou filiado, por opção, ao sindicato que representa minha categoria. E pago por isso a mensalidade que a referida instituição me cobra. Acredito que assim deva ser para qualquer trabalhador brasileiro. Cada um só deve remunerar aquele sindicato com o qual se identifique, que represente seus interesses, suas ideias, seus ideais, que realmente lute por ele. E caso não veja estes valores em nenhuma instituição sindical, que tenha o direito de não lhes destinar qualquer parcela de seus proventos.

A contribuição sindical obrigatória, oriunda de uma legislação trabalhista de 1940, e portanto, demasiadamente ultrapassada e fora de contexto, é uma aberração que, além do Brasil, persiste em poucos países, tais como Equador e Egito, que diga-se, não são nenhum modelo de desenvolvimento a ser seguido.

O resultado desta cobrança, ao longo de tantos anos, da massa trabalhadora de nosso país, foi a criação de um número absolutamente estapafúrdio de sindicatos tupiniquins: mais de 17.000! A maioria deles sem qualquer representatividade ou utilidade pública. Pasmem: temos até sindicato de sindicato! Vejam, por exemplo, o Sindicato dos Trabalhadores de Entidades Sindicais do Estado de Minas Gerais. E o que dizer então dos vários sindicatos exóticos, tais como o Sindicato da Indústria de Camisas para Homens e Roupas Brancas de São Paulo?

Fatos assim só demonstram que fundar um sindicato no Brasil tornou-se, antes de tudo, um grande negócio, além, é claro, de uma piada de mau gosto para grande parte dos trabalhadores que sustentam, contra a vontade, tanta pelegada. Por que na Argentina, por exemplo, com reconhecida tradição de luta da classe trabalhadora, há apenas em torno de 100 sindicatos? Ok, a população do vizinho hermano é de aproximadamente 1/5 da população brasileira. Pois bem, fazendo-se uma simples proporcionalidade aritmética, apenas a título de ilustração, teríamos em nosso país 500 sindicatos, não é mesmo?

3,5 bilhões de reais foi o valor arrecadado com o "imposto sindical" no Brasil só em 2016, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Imaginem o que este dinheiro, ou ao menos boa parte dele, poderia fazer ao circular num país em severa crise econômica como a que vivemos na atualidade.

Os sindicatos que quiserem permanecer de pé têm de cativar as classes que representam. Têm de representar alguma coisa, algum valor, alguma ideia para alguém. Têm de ser bons o suficiente para convencer um grupo de pessoas a financiá-los, e assim sobreviverem, desenvolverem-se, tornarem-se fortes para lutar quando for preciso. Esta é a lógica nos Estados Unidos, na Europa. Por que não aqui?

Como eu disse no início do texto, contribuo voluntariamente para o sindicato que representa minha categoria. E nem por isso fico isento desta malfadada contribuição obrigatória, correspondente a um dia de trabalho, e descontada ano a ano, todo mês de março, para remunerar sindicatos dos quais sequer ouço falar, e que talvez até lutem contra os interesses da minha classe profissional. É hora de acabar com este absurdo.



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