Pela redução imediata das mensalidades!

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Vivemos um momento de crise. É fato. O novo coronavírus chegou ao Brasil e em poucas semanas ja conta com milhares de infectados e dezenas de mortos, com um aumento cada vez mais rápido. No dia 16 de março, a Escola Superior Dom Helder Câmara, assim como as demais instituições de Ensino Superior cancelou suas aulas presenciais e passou a aplicar o modelo de EaD, por meio do programa CENPRE, que pôde ser acessado apenas no dia 23 de março. Assim como as outras instituições, a Dom Helder não alterou o valor das mensalidades cobradas aos estudantes.
Neste momento ímpar na história do país, onde uma crise sanitária de proporções globais afeta não apenas a saúde física dos infectados mas também a saúde financeira de todos, manter a cobrança regular das mensalidades é inaceitável. Obter renda por meio do trabalho informal, que é a realidade de diversos estudantes ou seus familiares, é cada vez mais difícil em meio à pandemia. O próprio trabalho via CLT também é ameaçado, não apenas pelas medidas descabidas e insensatas do Governo Federal mas também pelas diversas demissões que ocorreram ou estão em iminência de ocorrer em vistas de manter os lucros dos empresários. Essas demissões afetam também os estudantes e seus familiares.
As aulas em EaD, que são a medida disponível para o momento, infelizmente não contemplam a realidade de todos os estudantes, além de não ser o serviço contratado. Muitos dependem dos computadores da faculdade para seus estudos e trabalhos, muitos não possuem internet de qualidade em casa e outros ainda, por inaptidão com o sistema, serão prejudicados.
Dado o cenário, é necessário que a faculdade se adeque à realidade dos estudantes para que não sejam cometidas injustiças. Exigimos imediata redução do valor das mensalidades até o final da quarentena. Sabe-se que ao longo do período, a faculdade contará com grande economia em água, energia elétrica, produtos de limpeza e outros gastos relacionados à manutenção diária da instituição. Exigimos também que aqueles estudantes bolsistas que não conseguirem atingir o percentual de 80% necessário para a manutenção da bolsa não sejam prejudicados, uma vez que a mudança abrupta de sistema de ensino não é culpa de nenhum deles, que, em grande parte, são mais economicamente vulneráveis. Por fim, exigimos que o emprego de todos os trabalhadores da faculdade seja mantido, sem redução no salário nem nada que prejudique o sustento de suas famílias. Queremos apenas o que é justo. Esperamos ser atendidos.