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Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto’s response

Jul 24, 2020 — O Bosque Zoológico Municipal de Ribeirão Preto informa que possui hoje dois exemplares de Elefante-asiático (Elephas maximus). A primeira, chamada Mayson, chegou dia em 2011 doada pelo Circo Kronner e hoje tem idade aproximada de 48 anos. A segunda elefanta, chamada Bambi, chegou em 2014, transferida do Zoológico de Leme, com idade aproximada de 58 anos.

Ambas possuem idade avançada para a espécie, sendo que cada uma possui suas particularidades tanto de comportamento quanto de saúde. Mayson, muito acostumada ao convívio humano necessita da companhia constante de toda a equipe do Zoo por estar muito acostumada ao convívio humano durante anos no circo. Já Bambi chegou em Ribeirão Preto com deficiência visual no olho esquerdo e má oclusão dentária, sendo um animal muito assustado devido ao déficit visual.

Como todos os empreendimentos do Estado de São Paulo, o bosque é fiscalizado pela Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais do Estado de São Paulo (CBRN), Departamento de Fauna (DeFau) e nacionalmente pela Associação de Aquários e Zoológicos do Brasil (AZAB), sendo assim, o local recebe orientações e fiscalizações constantes.

O bosque também segue as recomendações recebidas após vistoria da AZAB em conjunto com um representante da Wild Welfare (Associação internacional de proteção aos animais), para confecção de uma barreira de proteção mais alta e resistente na área que faz divisa com o fosso seco do recinto, além da instalação de uma divisória que permitirá que elas se aproximem com segurança, num primeiro momento, antes do pareamento definitivo. Essa divisória, já permite que elas permaneçam fora dos cambiamentos ao mesmo tempo e durante todo o dia, aumentando muito as condições de bem-estar. O pareamento delas é importante porque elefantes são animais naturalmente gregários e seu bem-estar foi visivelmente aumentado pela companhia uma da outra.

Importante salientar que a Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo emitiu parecer favorável para a permanência das elefantas Bambi e Mayson no Bosque Zoo Fábio Barreto, em Ribeirão Preto. De acordo com o documento, enviado para a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, foram considerados a idade avançada dos animais, a condição de saúde e o estresse do transporte de longa distância para uma eventual transferência ao santuário dos elefantes, localizado no Estado do Mato Grosso. No parecer, a Secretaria do Estado ressalta que “não há garantias de que tal santuário conte efetivamente com equipe técnica semelhante a existente no zoológico, tampouco que os animais lá destinados teriam desfecho feliz, considerando que, de quatro elefantes recebidos no local, dois morreram”.

Para complemento e pesquisa, segue matéria sobre o assunto: http://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/noticia/parecer-da-secretaria-estadual-do-meio-ambiente-mantem-elefantas-no-bosque-fabio-barreto

Sobre o Bosque Zoológico Fábio Barreto:

O Bosque Zoológico Municipal de Ribeirão Preto, desde sua implantação em 1942, nunca cobrou ingresso para visitação. O objetivo principal é trabalhar com a conservação, reabilitação e Educação Ambiental, sendo que os animais que ali residem, quase em sua totalidade, chegaram no local como vítima de maus tratos e/ou que não tinham condições de sobreviver em seu habitat natural.

Os profissionais do local desenvolvem um importante trabalho de reabilitação de animais silvestres vitimados. Anualmente um número aproximado de oitocentos animais vítimas de maus tratos provocados pelo ser humano das mais diversas formas, atropelamentos, queimaduras, choques elétricos, vítimas de cães, caça predatória, tráfico, dentre diversos outros motivos, dão entrada no Bosque Zoológico Fábio Barreto.

Aproximadamente 70% dos animais recuperados tem plena condição de retorno à vida livre, um árduo trabalho deve ser feito para que isso seja possível. A reabilitação, que se difere para cada espécie, basicamente possibilita reaprender a sobreviver em seu habitat natural, dando condições alimentares, de caça, voo, fuga de predadores, dentre outras. Outros, sem condições de retomar a vida em seu habitat natural, permanecem na instituição, onde são cuidados conforme suas necessidades.