Venho pedir ao Consulado da Colômbia e Consulado do Brasil .Que seja concedita adoção .

0 pessoa já assinou. Ajude a chegar a 500!


Dias atrás, estava lendo um texto da Élika Takimoto em que ela, assumidamente atéia explicava pra filha Nara que quando tinha algum acontecimento importante na sua vida, ela pedia pra sua amiga especial da vida toda, que a viu crescer, que acendesse uma vela em sua intenção. No relato ela disse que isso incrivelmente a deixava mais calma e confiante.

Pois bem.

Tenho uma história pra contar.

Essa criança da foto, é Maria.

Maria é uma criança colombiana de 4 anos, que foi resgatada pelo Conselho Tutelar de Tabatinga-AM em situação de risco, faminta, com hematomas pelo corpo, a mão queimada e a uma cicatriz de corte no lábio superior, feito por tesoura segundo ela mesma conta. Apesar de ser colombiana, tudo isso acontecia do lado brasileiro da fronteira.

Como a cidade não possui orfanato, abrigo ou algo que o valha, ela foi encaminhada para a família da minha amiga Ana Luiza, que se dispôs prontamente a cuidar de Maria. Se ampliarem a primeira foto, verão o hematoma embaixo do olho esquerdo. Maria tinha 3 anos na época. Não vou postar as fotos de todas as cicatrizes dela, pois penso que isso seria expô-la à essa agressão novamente. Foquem no que vou lhes contar.

Início difícil, Maria desconfiada, afinal, quem garante que não seria mais um adulto a lhe maltratar.

Três dias. Precisaram de três diz para que ela desse o primeiro sorriso e se sentisse segura.

Uma semana. A avó veio reclamar a garota ao Conselho e eles levaram Maria. E um pedacinho do coração da Ana, pois ela, mãe de 3 meninos biológicos e 1 adotivo, amou Maria desde o momento em que a viu, mas só se deu conta quando ela se foi.

A avó, que assinou um termo de responsabilidade, pegou a criança e fez o que o coração de mãe de Ana Luiza sabia: ela seria entregue novamente para a mesma família que judiava dela.

Tinhosa, Ana Luiza buscou insistentemente notícias da criança, que parecia ter desaparecido do mapa. Até ela ser resgatada novamente 5 meses depois, nas mesmas condições de risco. Mais uma vez, ela lambeu as feridas da criança, que agora a chamava de mãe. Então de uma vez só ela conseguiu uma mãe, pai, irmão, escola, aulas de balé, uma cama nova e quentinha só pra ela, brinquedos, roupas, vacinas, acompanhamento médico, uma festa de aniversário e MUITO AMOR. Minha amiga estava disposta a adotar Maria.

Começa a correr uma papelada por Tabatinga/ Consulado da Colômbia e Consulado do Brasil. Tudo pra iniciar o processo de adoção internacional e garantir que nenhuma das duas revivessem aquele momento de despedida de novo.

Então três meses se passaram. E ninguém mais lembra de como eram suas vidas antes de Maria chegar. Parece que ela sempre esteve ali, sempre fez parte daquela família, a não ser pela correria da mãe dela pela papelada.

Nesse interim, o irmãozinho ficou muito doente e precisa de cuidados médicos que não são possíveis no hospital da cidade. Ele precisa fazer exames bem específicos na capital Manaus, que fica a quase 2 horas de avião de Tabatinga.

Aí começou o calvário da minha amiga. Nunca correu tanto atrás de uma autorização de viagem, pra que Maria, mesmo sem documentos, possa ir junto com sua família. Corre atrás do advogado, da juíza, do Consul Brasileiro, do Consul Colombiano, do Conselho Tutelar, mas a solução no fim, ficaria a cargo do Bienestar, que seria um correspondente do Conselho Tutelar em Leticia. Órgão esse que nessa última vez de resgate se recusou a acolher a criança. E sim...ela tem muitos registros de passagens por esse lugar, desde muito novinha.

E todos os que foram citados ainda pouco, foram parar lá. E então veio a fatídica notícia: se ela quisesse entrar com um pedido de adoção internacional, PRECISARIA ENTREGAR A CRIANÇA PRIMEIRO. REPATRIÁ-LA.

Explico: eles querem tirar a criança da família que lhe deu uma nova vida para colocá-la numa família estranha até o processo se desenrolar, caso ninguém se interesse em adotá-la nesse meio tempo. Como assim? E o que é melhor pra criança?

Ontem no banho estava no meu ritual de reflexão e prece. Me dei conta que se Ana Luiza perder a Maria, eu vou perdê-la também!

Amigos, Maria é apaixonante e eu a amo. E quando a gente ama alguém de verdade, desejamos que essa pessoa seja feliz. O que eu desejo à ela é que possa viver junto com sua mãe do coração e de alma, seu pai e irmãos.

Pelo telefone, ouvi Maria falando com sua alegria habitual e o soluço abafado de sua mãe. Tentei abafar o meu também. Sem sucesso. Amanhã, sexta, ela não sabe como dizer à filha que precisa deixá-la, pois o Bienestar pediu que ela fosse entregue.

Não sou atéia como a Élika Takimoto e ainda espero por um milagre. Então se eu puder pedir alguma coisa pra vocês, peço de todo coração, se vocês puderem, que façam uma oração cada um em seu credo e acendam uma vela pra que essas duas possam se encontrar rápido nesse caminho de escuridão que insiste a perseguí-las. Que de preferência nem se separem.

#Gratidão
#RezemporMaria



Hoje: catia maria de está contando com você!

catia maria de almeida machado precisa do seu apoio na petição «do Consul Brasileiro, do Consul Colombiano, do Conselho Tutelar,: Venho pedir ao Consulado da Colômbia e Consulado do Brasil .Que seja concedita adoção .». Junte-se agora a catia maria de e mais 261 apoiadores.