Medicina a que custo?

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Diretório Acadêmico Alfredo Balena criou este abaixo-assinado para pressionar Diretoria, Colegiado, Departamentos e Comunidade Acadêmica da Faculdade de Medicina da UFMG

Após quase 5 meses de suspensão das atividades de ensino, a UFMG retornou, no dia 03 de Agosto,  com o Ensino Remoto Emergencial (ERE). O Diretório Acadêmico Alfredo Balena, enquanto representação máxima das e dos estudantes de Medicina, participou ativamente das discussões no movimento estudantil e em âmbitos institucionais, visando planejar um retorno às atividades comprometido com a qualidade da educação médica, defensor da equidade no acesso e direito à educação e condizente com a responsabilidade da Universidade Pública na produção do conhecimento científico e promoção da saúde.

A diretriz do Núcleo Docente Estruturante (NDE), aprovada pelo nosso Colegiado, previa dois cenários, a depender da condições sanitárias, para o semestre letivo 2020/1: Possibilidade 1. Primeiro módulo exclusivo de ERE, seguido de segundo módulo conciliando atividades presenciais e remotas.  Possibilidade 2. Dois módulos de ERE, o segundo antecipando ou adaptando conteúdos teóricos de disciplinas futuras.

A última reunião do Colegiado da Medicina (28/08/2020), aprovou proposta do NDE que, entendendo o desenrolar da pandemia, considera inviável a possibilidade 1 (retorno presencial das disciplinas do 1º ao 7º períodos), encaminhando aos Departamentos a necessidade de planejamento de um segundo módulo remoto. As e os representantes discentes, nestas oportunidades, defenderam o que endossamos, enquanto estudantes de medicina da UFMG, abaixo assinados, nesta carta:

A educação e currículo médico assumem dimensão de política pública diante do impacto que possuem na construção do SUS e da promoção do direito à Saúde Universal, de qualidade e comprometida com as reais necessidade da população brasileira. A formação majoritariamente prática do nosso curso é razão de orgulho para o histórico da nossa Instituição e presta importante serviço aos usuários do SUS-MG. Em tempos de ataques à Ciência Brasileira, de negacionismo dos Governos diante da COVID-19, de desmonte do regime de seguridade social, nós, enquanto estudantes, reiteramos a defesa da vida, o direito ao isolamento social e compreendemos a impossibilidade do imediato retorno presencial.

Entretanto, defendendo a educação de qualidade, demandamos: (1) O imediato planejamento de reposição e previsão do desenvolvimento das habilidades práticas faltantes no Ensino Remoto Emergencial em disciplinas futuras, quando for possível modalidades presenciais de Ensino, sem a possibilidade de substituição completa das disciplinas ambulatoriais para o ERE. (2) As e os estudantes precisam de GARANTIAS de que esse aspecto central da nossa educação não será prejudicado ao longo do percurso formativo.

Sem a prática assistencial presencial, não há promoção de "uma educação médica geral, humanista e crítica com capacidade para atuar nos diferentes níveis de atenção à saúde com responsabilidade social e compromisso com a defesa da cidadania, dignidade humana e saúde integral da população" como prevêem as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) de Medicina (2014). Muito menos, uma educação como prática de liberdade!

A adoção ao ERE, que tem caráter temporário, não pode significar uma educação médica de menor qualidade! Uma Universidade Pública, Gratuita, Inclusiva, Democrática e Diversa, não abre mão da qualidade na maior crise sanitária das últimas décadas.

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