MANIFESTO PELO ADIAMENTO DAS ELEIÇÕES 2021 NA APP-SINDICATO

MANIFESTO PELO ADIAMENTO DAS ELEIÇÕES 2021 NA APP-SINDICATO

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Luciano Egidio Palagano criou este abaixo-assinado para pressionar Direção Estadual da APP-Sindicato: SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO PÚBLICA DO PARANÁ (Direção Sindical)

MANIFESTO PELO ADIAMENTO DAS ELEIÇÕES SINDICAIS NA APP SINDICATO 2021: Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Educação Pública do Paraná

 

Este ano é muito importante para nossa categoria: é um ano de eleições sindicais, momento ímpar para refletirmos sobre os rumos da entidade que nos representa. No entanto, nos encontramos em plena pandemia e as escolas estão fechadas.  Por conta desse cenário atípico e das razões a seguir expostas, nós, educadores e educadoras do estado do Paraná, nos posicionamos pelo adiamento das eleições até o momento em que haja segurança sanitária para realizá-las com garantias de pleno exercício democrático.

1.           Da condição sanitária:

O Paraná encontra-se no pior momento desde o início da pandemia da Covid-19. Hoje, 12/05, de acordo com a Secretaria de Saúde do Paraná, nós temos 5.065 casos ativos e um total de 23.930 óbitos registrados, isso sem contar a subnotificação. A vacinação segue a passos lentos, sendo dificultada tanto pela ausência de uma política nacional e robusta de vacinação como, também, pela difusão constante de informações falsas referentes à pandemia e às vacinas desde o início da crise. Os dados e os fatos indicam, inclusive, que a situação tende a piorar nos próximos meses. O próprio estudo encomendado pela APP-Sindicato ao INPA, ao ser apresentado na Assembleia Legislativa do Paraná, deixou claro que a situação da pandemia está longe de ser controlada em nosso Estado.

2.           Da coerência política:

Nossa entidade, desde o início da crise sanitária, tem se apresentado a favor das medidas de isolamento social e da necessidade da manutenção das atividades remotas, atuando frente ao governo e à sociedade para que as medidas de isolamento sejam mantidas e respeitadas. Por coerência, devemos lembrar aqui a atuação da APP-Sindicato em relação às eleições para as direções escolares no final do ano de 2020, quando chegou a entrar na justiça para impedir a insana tentativa da Secretaria Estadual de Educação de realizá-las. A denúncia apresentada pela APP-Sindicato, naquele momento, foi fundamental para impedir a realização das eleições para diretores e, assim, evitar o aumento ainda maior dos casos de contaminação e de óbitos por Covid em nosso Estado.

3.           Dos riscos de uma eleição virtual:

Como argumento para driblar as situações expostas acima e outras a elas relacionadas, está sendo apresentada a possibilidade de realização de uma eleição 100% virtual em nosso sindicato. Sobre essa possibilidade, entretanto, é preciso que sejam considerados alguns aspectos de extrema relevância:

a)           Da falha com a democracia interna de nossa entidade: um processo eleitoral não se resume à data da eleição, ou seja, ao mero ato de depositar um voto em uma urna. O mais importante é o que precede a tal ato, ou seja, os debates levantados ao longo do processo sobre concepção sindical, sobre as lutas encampadas e sobre a avaliação da entidade e da gestão. Estes debates, em um processo eleitoral virtual, ficam prejudicados, pois é de conhecimento amplo de todos os que estão no chão da escola que a categoria não tem tempo e nem condições de debater eleições sindicais em seus pouquíssimos momentos de descanso. É, exatamente por isso, que todo o debate de eleição sindical se torna um debate do ambiente escolar e no ambiente escolar. Ambiente, no qual, neste momento, não é possível estar presente! Desta forma, um processo eleitoral virtual fere de morte a democracia interna, a qual se alimenta, justamente, do debate. O processo eleitoral virtual, enfim, impossibilita que a categoria possa, ao longo das eleições, participar efetivamente dos debates referentes ao modelo de sindicato que ela, enquanto categoria, tem o direito de escolher, reduzindo toda a riqueza do processo eleitoral ao mero ato de depositar o voto em uma urna eletrônica por meio do clic em um botão.

 

b)           Dos riscos de uma eleição virtual: uma eleição 100% virtual, organizada de forma contratada, não é livre de riscos. É preciso lembrar que ao entregar nas mãos do setor privado o processo eleitoral de nosso sindicato, além dos dados pessoais dos votantes, entregamos também a garantia da segurança de todo o processo e, consequentemente, da própria entidade. Em um momento em que a categoria tem sofrido diversos ataques do governo do Estado é, no mínimo, ingenuidade política terceirizar o processo eleitoral, o qual precisa estar sobre nosso pleno controle, e jamais ser entregue a uma empresa terceirizada. Ainda sobre essa questão, há que se lembrar das experiências problemáticas que tivemos em processos anteriores, como a inconsistência das urnas, a demora no escrutínio e a ventilação de inúmeras dúvidas quanto à lisura do processo, considerando que o virtual, nesses casos, tenha sido apenas suplemento.

 

4.           Da necessidade de focar na luta:

Além das dificuldades inerentes à pandemia, temos enfrentado no estado do Paraná os mais violentos ataques contra a escola pública desde o início do processo de redemocratização do país. Retiradas de direitos, sobrecarga e precarização do trabalho, defasagem salarial, extinção de cargos e terceirização, controle pedagógico e pressão por resultados, arbitrariedades, constrangimentos e assédio de toda ordem têm sido a tônica. O momento exige unidade e urgência da organização da luta. Precisamos envidar todas as nossas forças para impedir a continuidade e o avanço do projeto de destruição da escola pública encampado pelo empresário Renato Feder. O debate eleitoral, certamente, também é urgente. Precisamos sim, através de eleições democráticas, promover a reflexão e a avalição do modelo de sindicalismo e das ações que vêm sendo desenvolvidas pela atual direção de nosso sindicato, mas precisamos fazer isso em condições adequadas, transparentes e seguras. 

 

Pelas razões aqui apresentadas, nós, educadores e educadoras do Paraná, estamos lançando a campanha pelo adiamento das eleições da APP-Sindicato e pela reconstrução urgente da luta. Afinal, só a luta muda a vida!

 

Assinam, inicialmente, este manifesto

Entidades e Coletivos:

APP de Luta e Pela Base – Núcleo Sindical de Toledo

Coletivo Educar é Resistir

Coletivo Trabalhadoras e Trabalhadores na Luta Socialista (TLS/PR)

Unidade Classista Paraná

Unidade Popular e Sindical - UPS

Educadores e Educadoras:

Acleilton Ganzert Filho – Metrosul

Caroline Momente – Diretoria do NS da APP/Toledo

Cátia Ronsani Castro - Secretaria Educacional - APP-Foz

Danielli Ovsiany Becker– NS de Foz do Iguaçu

Diego Jilson Lemes Valdez - Presidente - APP/Foz.

Diego Rossi– NS de Foz do Iguaçu

Douglas Rezende

Edrielton dos Santos Garcia– NS de Foz do Iguaçu

Esion Fernando de Freitas – Presidente do Núcleo Sindical de Toledo

Fernando Buss, Secretaria de Comunicação APP-Sindicato Toledo

Gabriel Pozza – Jacarezinho

Jorge Funtes, Professor, APP NS Metronorte

Leandro Neri Bortoluzzi - Secretaria de saúde e previdência - APP-Foz

Lorenzo Balen, Professor, APP NS Curitiba Norte

Luciano Corbari – Professor e militante da TLS/PR. NS de Cascavel

Luciano Egidio Palagano – Representante de Base da APP – Sindicato, Núcleo Sindical de Toledo e membro da executiva estadual da CSP Conlutas/PR. Funcionário de escola.

Marcia Farherr – Cascavel

Maria Andreia Dias- professora de arte em ponta grossa e do Polo Comunista Luiz Carlos Prestes

Maurício Takahashi dos Santos - Secretaria de sindicalizados - APP-Foz

Ney Jansen, membro da diretoria do núcleo sindical APP Curitiba Norte

Odirlei Manarin– NS de Foz do Iguaçu

Paula Alvarenga – NS Metronorte

Rodrigo Tomazini - diretor da APP sindicato Núcleo sindical Curitiba Norte e membro da executiva estadual da CSP Conlutas. Funcionário de escola

Sebastião Donizete Santarosa, professor do Núcleo APP-Metrosul

Silvio Borges da Silva Junior – NS de Foz do Iguaçu

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