Não a privatização dos Correios

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Senhores Deputados e Senhores Senadores.


O Brasil é o 5º país do mundo em extensão territorial e tem 5.570 municípios. Felizmente temos em nosso país um serviço postal universalizado, sendo possível o envio e o recebimento de correspondências e de encomendas de todo o território nacional e dos demais países do mundo.

Os Correios são uma empresa de mais de 350 anos de existência e são a mais capilarizada infraestrutura do governo federal.

Os Correios estão presentes em todos os municípios do país, porém isso tem o seu custo, pois a grande maioria das agências postais não produzem localmente receitas suficientes para cobrir seus próprios custos com atendimento e distribuição. Muitas, na verdade, faturam apenas uma fração do que gastam. 

Mas os Correios mantêm essa rede em funcionamento com o lucro da arrecadação dos grandes centros, porque é fundamental que todos os brasileiros, como cidadãos que são, tenham acesso ao serviço postal. O serviço público tem que estar onde os cidadãos precisam que esteja.

Conforme determina a nossa Constituição Federal, os Correios cumprem esse mandado constitucional, utilizando para isso de seus próprios recursos, ou seja, sem nenhuma dependência do Tesouro Nacional, muito pelo contrário, muitas vezes o Governo Federal se socorreu das verbas dos Correios. Como aconteceu entre os anos de 2013 a 2016, quando cerca de R$ 6 bilhões foram retirados dos cofres dos Correios para os cofres da União.

Diante de tais informações, precisamos entender:

- Uma empresa como a americana Amazon ou a FedEx ou ainda a chinesa Alibaba, empresas gigantes em suas áreas, que crescem exponencialmente mesmo durante a epidemia, que, de acordo com o nosso ministro das Comunicações, estariam interessadas em gastar capital social para adquirir uma empresa de porte gigantesco, como os Correios se este realmente desse prejuízo? 

- Se Shoppings privados, grandes lojas, grifes famosas, universidades, escolas e hospitais privados entre outros não atendem aos pequenos municípios, o que nos faz acreditar que o serviço postal privado atenderá os pequenos municípios?

-  Vossas excelências realmente acreditam que se os Correios forem privatizados, eles vão continuar atendendo e chegando a todo o Brasil? Se sim, com base em que?

De acordo com pesquisa feita, a maioria da população brasileira é contra a privatização dos Correios.
Isso mostra que o povo brasileiro não quer entregar mais um patrimônio que pertence a ele por direito, como já foi feito com diversas outras empresas públicas que foram criadas com o dinheiro do povo e entregue a iniciativa privada como a Telebrás, Usiminas, Banespa, Light entre outras, e que hoje dão lucro para empresários que, em grande parte, nem brasileiros são.

Sem falar que podemos afirmar que estamos vivendo uma mudança de era no comércio eletrônico no Brasil, de acordo com os dados apresentados pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, as vendas no setor mais que dobraram em junho de 2020, a alta foi de 110,52% em comparação ao mesmo período do ano passado. Nesse período houve um aumento de 25% das encomendas postadas nos Correios, ou seja, muito potencial de crescimento.

Senhores e senhoras pensem bem.

Em breve será encaminhado a Câmara e ao Senado o Projeto de Lei para privatização dos Correios e a população quer saber qual é o entendimento de vossas excelências quanto ao assunto.

Pensem bem!!

Com tantos desafios a vencer em áreas como a saúde, o meio-ambiente, a educação e a segurança pública, o governo não precisava tentar mexer no que funciona e que sempre foi parte da solução e não do problema, criando um risco desnecessário para a sociedade.

Com uma boa direção e livre dos constantes ataques que lhe têm sido desferidos por autoridades do próprio governo, na tentativa de justificar a intenção de privatização, os Correios poderão seguir sua trilha de desenvolvimento e continuar a orgulhar ainda mais o povo brasileiro.

Aguardaremos o posicionamento de vossas excelências, afinal, a população tem o direito de saber como pensam e, principalmente, como agem os homens e mulheres que foram eleitos para representar a vontade popular.