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No Dia Internacional dos Direitos Humanos, 562 autores, incluíndo 5 ganhadores do Prêmio Nobel, de 80 países, se uniram para lançar um apelo em defesa dos direitos civis contra a espionagem em massa de empresas e governos. Os 5 ganhadores do Prêmio Nobel são: Orhan Pamuk, J.M. Coetzee, Elfriede Jelinek, Günter Grass e Tomas Tranströmer. Entre os signatários estão: Umberto Eco, Margaret Atwood, Don DeLillo, João Ubaldo Ribeiro, Marçal Aquino, João Paulo Cuenca, Daniel Kehlmann, Nawal El Saadawi, Arundhati Roy, Henning Mankell, Richard Ford, Javier Marias, Björk, David Grossman, Arnon Grünberg, Angeles Mastretta, Juan Goytisolo, Nuruddin Farah, Victor Erofeyev, Liao Yiwu e David Malouf.

Nos meses recentes, a extensão da espionagem em massa se tornou amplamente conhecida. Com alguns clicks do mouse um governo pode acessar seu celular, email, redes sociais e buscas na Internet.

Ele pode acompanhar suas pesquisas e atividades politicas e, em parceria com empresas da Internet, coletar e armazenar seus dados, podendo portanto prever seu comportamento e consumo. 

Um pilar fundamental da democracia é a integridade inviolável do indivíduo. A integridade humana vai além do corpo físico. Nos seus pensamentos e nos meios onde vive e onde se comunica, todos os seres humanos têm o direito de permanecer livres de serem observados e perturbados.

Este direito humano fundamental tem sido considerado nulo e inexistente através do abuso dos desenvolvimentos tecnológicos por estados e empresas para propósitos de espionagem em massa.

Uma pessoa sob monitoramento não é mais livre; a sociedade que vive sob a espionagem não é mais uma democracia.

Para manter qualquer validade, nossos direitos democráticos devem se aplicar na esfera virtual, tanto quanto na real.

       * A espionagem viola a esfera privada e compromete a liberdade de pensamento e opinião.

       * A espionagem em massa trata cada indivíduo como um suspeito em potencial. Ela viola uma das nossas conquistas históricas, a presunção da inocência.

       * A espionagem torna um indivíduo transparente, enquanto o estado e empresas operam em segredo. Conforme vimos, esse poder está sendo usado de forma abusiva sistematicamente.

       * A espionagem é roubo. Estes dados não são públicos: eles pertencem a nós. Quando usado para prever nosso comportamente, nós somos roubados de algo mais: o prinípio do livre arbítrio que é fundamental para a democracia.

NÓS DEMANDAMOS O DIRETO de todas as pessoas poderem determinar, como cidadãos democraticos, até onde seus dados pessoais podem ser legalmente coletados, armazenados e processados, e por quem; e a obter informações sobre o local onde seus dados estão armazenados e como eles estão sendo usados; e de terem seus dados apagados se eles tiverem sido coletados e armazenados

NÓS APELAMOS A TODOS OS ESTADOS E EMPRESAS a respeitem estes direitos.

NÓS APELAMOS A TODOS OS CIDADÃOS a se levantarem e defenderem estes direitos.

NÓS APELAMOS ÀS NAÇÕES UNIDAS a reconhecerem a importâncial crucial de proteger os direitos civis na era digital e a criar uma Carta Internacional de Direitos Digitais.

NÓS APELAMOS AOS GOVERNOS a assinarem e aderirem à esta convenção.

Letter to
Espionagem
Nos meses recentes, a extensão da espionagem em massa se tornou amplamente conhecida. Com alguns clicks do mouse um governo pode acessar seu celular, email, redes sociais e buscas na Internet. Ele pode acompanhar suas pesquisas e atividades politicas e, em parceria com empresas da Internet, coletar e armazenar seus dados, podendo portanto prever seu comportamento e consumo.

Um pilar fundamental da democracia é a integridade inviolável do indivíduo. A integridade humana vai além do corpo físico. Nos seus pensamentos e nos meios onde vive e onde se comunica, todos os seres humanos têm o direito de permanecer livres de serem observados e perturbados.

Este direito humano fundamental tem sido considerado nulo e inexistente através do abuso dos desenvolvimentos tecnológicos por estados e empresas para propósitos de espionagem em massa. Uma pessoa sob monitoramento não é mais livre; a sociedade que vive sob a espionagem não é mais uma democracia. Para manter qualquer validade, nossos direitos democráticos devem se aplicar na esfera virtual, tanto quanto na real.

* A espionagem viola a esfera privada e compromete a liberdade de pensamento e opinião.

* A espionagem em massa trata cada indivíduo como um suspeito em potencial. Ela viola uma das nossas conquistas históricas, a presunção da inocência.

* A espionagem torna um indivíduo transparente, enquanto o estado e empresas operam em segredo. Conforme vimos, esse poder está sendo usado de forma abusiva sistematicamente.

* A espionagem é roubo. Estes dados não são públicos: eles pertencem a nós. Quando usado para prever nosso comportamente, nós somos roubados de algo mais: o prinípio do livre arbítrio que é fundamental para a democracia.

NÓS DEMANDAMOS O DIRETO de todas as pessoas poderem determinar, como cidadãos democraticos, até onde seus dados pessoais podem ser legalmente coletados, armazenados e processados, e por quem; e a obter informações sobre o local onde seus dados estão armazenados e como eles estão sendo usados; e de terem seus dados apagados se eles tiverem sido coletados e armazenados

NÓS APELAMOS A TODOS OS ESTADOS E EMPRESAS a respeitem estes direitos.

NÓS APELAMOS A TODOS OS CIDADÃOS a se levantarem e defenderem estes direitos.

NÓS APELAMOS ÀS NAÇÕES UNIDAS a reconhecerem a importâncial crucial de proteger os direitos civis na era digital e a criar uma Carta de Direitos Internacional de Direitos Digitais.

NÓS APELAMOS AOS GOVERNOS a assinarem e aderirem à esta convenção.