Contra retorno de aulas presenciais no Amazonas no periodo de pandemia

Contra retorno de aulas presenciais no Amazonas no periodo de pandemia

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Sou mãe de 3 filhos em escolas de tempo integral  e considero que o retorno de aulas presenciais no mês de agosto de 2020 no Amazonas é uma decisão precipitada e que coloca em risco a saúde das nossas crianças e adolescentes e dos que com eles convivem.

Esse retorno é precipitado, prematuro e com poucas garantias de segurança por parte da Secretaria de Educação do Amazonas.
Falam do sucesso do retorno das escolas particulares, mas estas têm dinheiro para se manter e não lembram que o pai da escola pública dá uma contribuição  voluntária para compra de materiais de uso da secretaria, comida e higiene das escolas.
Se a Seduc não fornece o material básico pras escolas da rede, vai fornecer um padrão de limpeza exigido pra diminuição de risco de contágio dos nossos filhos?

Ainda não "vencemos" a pandemia da Covid-19 como está sendo divulgado pelo governo do Amazonas em caras e lindas peças publicitárias.

Em números atualizados no dia 30 de julho, o estado chegou aos  100 mil infectados, somando mais casos que a propria China, Equador, Portugal e Bolívia.

O protocolo sanitário no qual se apoia o retorno divulgado pela Seduc não dá garantias para evitar um novo surto, que já está sendo visto em estados brasileiros como Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e em países que tentaram voltar à normalidade e reabriram escolas como  Coreia do Sul e Espanha.

A Universidade de Granada, na Espanha, fez uma estatistica do perigo de voltar a convivencia, mesmo com salas pela metade.

Ao retornar nesse momento perigoso as crianças estarão em convivência, se há um infectado assintomatico estarão em risco centenas de pessoas do núcleo familiar, escolar e de convivência. Abaixo a interação  dos dois primeiros dias feita pela Universidade de Granada.

Interação 20 alunos em sala
Dia 1 é igual à convivência  com 74 pessoas
Dia 2 é igual a conviver  com  808 pessoas

Interação 25 alunos em sala
Dia 1 = 91 pessoas
Dia 2 = 1.228 pessoas

Em Nota contra a abertura das escolas no Brasil, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente-Conanda é categórico e diz que a Constituição Federal e o Estatuto da Infância e do Adolescente indicam que o direito a educação deve ser garantido, mas sem violar o direito à VIDA.

Peço seu apoio para assinar essa petição e evitar que nossos filhos sejam expostos e colocados em risco. Gratidão.

Sandra Bezerra, mãe.