Médicos e Médicas em defesa da saúde e do enfrentamento eficaz à COVID-19!

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Médicos e Médicas em defesa da saúde, do enfrentamento eficaz à COVID-19 e em defesa da democracia no Brasil.

Nós, médicos e médicas brasileiros, independente de matizes políticos e ideológicos, atuando em instituições públicas ou privadas, que estamos direta ou indiretamente à frente do enfrentamento a COVID 19, vimos, através deste abaixo-assinado, nos posicionar contra as agressões à Medicina, à Saúde e à democracia que estão ocorrendo no Brasil.

O governo federal deu e continua a dar a pior resposta à pandemia no mundo. O Presidente da República não exerceu liderança contra o vírus em um momento no qual as orientações deveriam ser de caráter nacional. No que diz respeito ao isolamento social, única forma reconhecida no mundo inteiro para frear a disseminação de um vírus altamente contagioso e para o qual não existe ainda tratamento definido e nem vacina, vozes dissonantes chegaram à população causando uma confusão na percepção dos brasileiros.

Em vez de se posicionar firmemente contra a pandemia, o Presidente da República entrou em embate com governadores e prefeitos, pensando apenas em eleições e não na saúde da população brasileira da qual deveria ser o principal guardião. Suas atitudes claramente afrontam às práticas recomendadas pelas principais entidades médicas internacionais, e ainda incentiva a população, de forma violenta e inaceitável, à não seguir as medidas defendidas pela vasta maioria dos especialistas.

A quarentena, se tivesse sido organizada pelo poder central, com direcionamento único, considerando a realidade de cada região brasileira, poderia não ter se prolongado como estamos vendo, prejudicando desta forma a tão propalada retomada econômica do país. Além disso, o governo federal não adotou medidas de apoio econômico efetivo aos micro, pequenos e médios empresários, de modo a fortalecer a quarentena e minimizar a insegurança do nosso povo.

O Presidente perpetra ainda um grande desserviço ao Ministério da Saúde quando troca ministros médicos e o corpo técnico por militares que não são da área da saúde, deixando a instituição acéfala e com um ministro interino num momento tão crucial. Nenhuma medida realmente eficaz ou objetiva tem sido tomada pelo governo central, que tem ignorado completamente o drástico cenário de saúde pública que atravessamos, concentrando esforços em ações políticas questionáveis, afrontando a harmonia entre as instituições e a nossa democracia.

Nos causa espanto também o silêncio obsequioso das entidades Médicas Nacionais (Conselho Federal de Medicina, Associação Médica Brasileira e Federação Nacional dos Médicos) frente a tantas ameaças e desrespeito à categoria à saúde pública e à democracia.

Nós, médicos abaixo-assinados damos um BASTA!