Reestruturação curricular do curso de Psicologia da UFBA

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Coletivo Antirracista Não Me Esquivo criou este abaixo-assinado para pressionar Instituto de Psicologia da UFBA

Ao Colegiado do Curso de Psicologia da Universidade Federal da Bahia,

Nós do Coletivo Antirracista Eu Não Me Esquivo e as pessoas abaixo assinados compreendemos a necessidade de um giro epistêmico na academia para que o referencial científico da graduação em Psicologia seja efetivamente plural, antirracista e coerente com os retratos da realidade brasileira. Por isso, reivindicamos para o curso de Psicologia da UFBA: 

  • Reestruturação curricular na qual estejam explicitados modos de operacionalizar uma formação antirracista: Matriz curricular que abarque os temas negritude, racismo,branquitude, interseccionalidade e especificidades dos povos indígenas, ciganos e quilombolas.
  • Construção de disciplinas obrigatórias que tratem de relações raciais: inicialmente sobre formação (conceitos sobre racismo estrutural, como se dá no Brasil, como se relaciona com classe, gênero, orientação sexual, deficiência etc.);
  • Realização de eventos que chamem a atenção para uma psicologia Preta e Africana, indígena, cigana, pautada no que está sendo construído na contemporaneidade, ministrados por pessoas pretas, indígenas e ciganas que efetivamente estudem o que estão falando. Presença do corpo docente e do colegiado nesses eventos;
  • Descentralizar os conteúdos a serem trabalhados, ou seja, estudar autores que falem da temática da abordagem, mas com novos olhares. Ex: Grada Kilomba com a Psicanálise, Maria Aparecida Bento com a Psicologia Organizacional, Fanon com os conceitos de colonialidade, dentro da Psiquiatria, Tahcita Mizael com a Análise do Comportamento etc.
  • Mini-cursos para docentes, que abarquem também assuntos ligados à interseccionalidade.

  • Assim expostas nossas reivindicações aguardamos vosso posicionamento uma vez que acreditamos que devemos dialogar para construir uma Psicologia comprometida com a realidade brasileira e com os povos subalternizados e marginalizados em nossa sociedade. 


Salvador, 30  de novembro de 2020.

 

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