Justiça Pelas Alunas Do CLF

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indignação que conquista o mundo.

não é de hoje às acusações de abuso advindas dos professores do colégio luciano feijão. essas acusações perpetuam desde o início do colégio e eu sei disso porque tenho familiares que estudaram no começo. isso é triste, porque em uma sociedade patriarcal como a nossa, a culpa sempre recairá sobre a mulher — e as justificativas sempre serão: “ela não se dá o valor”, “ela estava usando roupa curta demais”, “a culpa é dela”.

desde a repercussão nacional da hashtag “exposed fortal”, houve uma movimentação sobre o assunto aqui em sobral, e claro, os alunos de escolas e colégios começaram a expor casos de abuso — e como esperado, o colégio luciano feijão foi mencionado também.

muitos casos tristes foram expostos. e aí muita gente disse: “mas por que só falaram agora?”. é porque a sensação de ser assediada não é fácil. assusta. machuca. não é fácil de lidar. geralmente é acompanhado por uma sensação de impotência.

e até hoje (25 de junho de 2020), o colégio luciano feijão não havia expressado nenhuma nota oficial de esclarecimento, o que levou a diversas salas de aula fazerem uma manifestação virtual, na plataforma que estamos usando para estudar, utilizando imagens que representassem simbolicamente o sentimento do que estamos sentindo.

só que a coordenação do colégio nos reprimiu, ordenando que os alunos retirassem a imagem na aula, ligassem as câmeras e apagasse, também, o a hashtag “assédio não”, o que, nada mais é, do que opressão. ainda mais em um país democrático como o nosso, certo? nós, alunos, pagamos para estudar ali, e o colégio nada mais deveria do que nos escutar, nos apoiar. na própria nota oficial deles dizem que o colégio tem um canal aberto que escuta pais e alunos, mas desativaram os comentários da publicação para que não expossêmos nada.

isso é opressão. inclusive, essa ação de reprimir nossa manifestação nada mais é do que querer tirar nossa liberdade de expressão — que o artigo 5 da nossa constituição defende. estamos em um ambiente escolar ou em um ambiente ditatorial?

essas ações de quererem nos calar, de não deixar nós falarmos, expressarmos nosso sentimento diante desse cenário catastrófico relacionado às escolas e colégios sobralenses, é triste. querem calar nossas vozes — logo, nós, mulheres, que lutamos tanto há anos e até hoje para termos os mesmos direitos que os homens, estamos sendo oprimidas por simplesmente libertarmos a dor. é uma sensação angustiante, triste, deprimente e principalmente, uma sensação de falta de representatividade do ambiente que era para ser confortável para nós.

eu, como estudante e feminista, sempre coloquei à minha frente a ideia de que, se alguma mulher disse que sofreu algum tipo de abuso por alguém, eu estarei ao lado dela até que se prove o contrário. esse é o momento de nos unirmos, usarmos nossa voz contra a opressão e a censura. se você é mulher e já sofreu algum tipo abuso, denuncie. não deixe sua voz calar. nós somos fortes juntas! meu apoio total a todas as vítimas, meu coração está com vocês. a justiça falha, mas nunca tarda.