Nenhuma demissão de funcionários terceirizados do IFF!

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Nós, trabalhadores e trabalhadoras efetivos e terceirizados, estudantes, mães, pais e comunidade externa do IFFluminense repudiamos a orientação dada pelo Chefe da Procuradoria Federal para que a Reitoria e os campi avaliassem a execução dos contratos de prestação continuada, reduzindo e/ou rescindindo tais contratos.

Sabemos que essa redução e/ou rescisão dos contratos afetará diretamente a garantia da manutenção do salário e do emprego do trabalhador terceirizado. No período da pandemia, enquanto muitos servidores efetivos permanecem trabalhando de forma remota, incluindo o Chefe da Procuradoria, os trabalhadores terceirizados, que já possuem contratos de trabalho muito precarizados, continuam trabalhando presencialmente, se expondo e expondo as suas famílias aos riscos de contágio da COVID 19. Devemos ressaltar que esses trabalhadores serão fundamentais para um retorno seguro, quando for possível. Muitos desses servidores estão há anos servindo o IFFluminense e sua comunidade, prestando serviços de fundamental importância, como limpeza, vigilância patrimonial, fiscalização de portarias, além de garantir a segurança alimentar aos nossos estudantes.

A orientação dada pelo Procurador do IFF já tem sido adotada em muitas universidades, ocasionando a demissão em massa de trabalhadores terceirizados em todo o Brasil. Em plena pandemia, muitos trabalhadores, em situação de maior vulnerabilidade estão sendo demitidos das empresas prestadores de serviço, cujos contratos estão sendo alterados ou rescindidos. O resultado de tais demissões em massa é o aumento do desemprego, que atinge valores muito elevados, o endividamento e a fome. Vale lembrar que, de acordo com o estudo conduzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), menos da metade das pessoas com idade de trabalhar estão ocupadas.
Se os gestores dos campi atenderem à recomendação do Procurador, irão contribuir ainda mais para o aumento do desemprego no interior do Estado do Rio, com suas nefastas consequências.

Em um período de calamidade pública, o cuidado com a vida deve ser redobrado, portanto, defendemos que a Instituição se coloque ao lado dos trabalhadores terceirizados, pela manutenção de seus empregos e garantia do sustento de suas famílias, além da boa manutenção e infraestrutura de nossa instituição. Os servidores terceirizados são responsáveis pelo patrimônio da Instituição e o patrimônio não está em quarentena.

Pessoas não são números. O Instituto Federal Fluminense não é uma empresa privada, que visa o lucro acima da vida. Para nós, abaixo assinados, a vida de cada trabalhador e trabalhadora terceirizados importa!