Contra a ascensão do fascismo e pelo início de uma Nova Era

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Carta aberta à Corte Internacional de Justiça, ao Tribunal Penal Internacional, ao Conselho de Direitos Humanos da ONU e à Comunidade Internacional como um todo

Olá, amigos,

primeiramente tenho que dizer que sou um poeta, e não um advogado e nem um político. Não entendo muito bem o funcionamento dessas Cortes e Conselho, mas sigo estudando e procurando me informar. De todo modo, presumo que nelas impere um forte apreço pela Justiça e uma indignação tremenda quanto à injustiça. Algumas dessas instâncias já realizaram, por exemplo, o Julgamento de Nuremberg e representam toda a coordenação internacional de Nações que levou à criação da ONU, fazendo com que nelas eu deposite muita confiança. Confio no diálogo, no consenso, no entendimento entre os diferentes. Sei que, ainda que tardias, a Liberdade e a Justiça virão sempre.

Decidi escrever para vocês como um verdadeiro pedido de socorro em nome do meu país, o Brasil, que está hoje sofrendo a ascensão vergonhosa do fascismo, do discurso de ódio e dos crimes contra as minorias. Tudo o que é Humano está sendo atacado neste momento em meu país. E eu mesmo tive de me retirar. Hoje, se estou podendo falar livremente com vocês é porque vim buscar refúgio em outras partes do continente, onde os ares do ódio não me alcançam. Porém, nem todos no meu país têm a possibilidade e os recursos para sair, para lutar e resistir. Os mais vulneráveis do meu Povo estão sendo exterminados literal e subjetivamente: indígenas, mulheres, negros, LGBTTTIQ, pobres e os mais sensíveis (que se matam, não aquentam a pressão exercida). A diferença está sendo exterminada pelo discurso de ódio dominante e permanente. A cada dia nossas esperanças são atacadas de modo ostensivo; e o que é o Humano sem a Esperança?

Estamos em Guerra. Uma guerra real e também uma guerra subjetiva, de palavras, de mitos e narrativas. E há discursos que matam. Creio que cada um deve ser responsabilizado pelas suas palavras e pelas consequências que elas acarretam na vida real. As palavras não apenas podem mudar o mundo, para melhor ou pior; elas estão no mundo como uma faca está no mundo, elas estão no mundo como uma metralhadora está no mundo, estão no mundo como um escudo está no mundo. O poeta não vê diferença entre a palavra e a coisa.

E é a partir deste entendimento real que eu gostaria de fazer uma denúncia formal a essas instâncias, e um pedido de ajuda em nome dos mais necessitados da minha Nação. Eu acuso formalmente três pessoas pelo que está acontecendo agora: Jair Messias Bolsonaro, Sérgio Fernando Moro e Stephen Kevin Bannon (que é quem coordena a farsa montada, diretamente de fora do meu país). São vários os indícios que apontam para ligações da família Bolsonaro com as milícias armadas. Os principais suspeitos do assassinato da vereadora Marielle Franco moravam no mesmo condomínio que o atual presidente, por exemplo. Esses homens precisam ser levados a julgamento pelos crimes que cometeram e incentivaram a ser cometidos. É claro que eles têm a conivência de boa parte da mídia brasileira (oligopólio de algumas poucas famílias) e de um sistema judicial privilegiado e apodrecido.

Assim como o Brasil, todas as demais Democracias do mundo estão em risco neste momento. É preciso agir urgentemente e mostrar que o Futuro cobrará a conta. E esses organismos são as esferas apropriadas para isso. Ainda é tempo de construir o Futuro. Mas é preciso agir com força e veemência agora. Os maus estão no poder, e estão matando não apenas com suas palavras, mas com o próprio aparato estatal que têm em mãos.

Este é um pedido de socorro sincero de um poeta que não aguenta mais ver o que está acontecendo e gostaria de alertar todos os Povos do planeta que ninguém está a salvo deste mal. Posso desenvolver melhor meus argumentos futuramente, mas, nessa primeira comunicação, queria dar o alerta para o risco de uma crescente e descabida onda de cerceamento da vida pública, individual e subjetiva por um governo que não respeita a Constituição Brasileira.

Meus mais cordiais e sinceros cumprimentos,

Lucas Viriato

(Península de Yucatán, México, 27 de abril de 2019)

 

 

Lettre ouverte à la Cour internationale de justice, au Tribunal pénal international, au Conseil des droits de l'homme des Nations unies et à la communauté internationale dans son ensemble
 
Salut, ami.e.s,
 
Premièrement, je dois vous dire que je suis un poète et non pas un avocat ou un politicien. Je ne comprends pas très bien le fonctionnement de ces Cours et Conseil, mais je me documente et tente de m’informer. Quoi qu'il en soit, je suppose que toutes celles-ci ont une grande estime de la justice et une répugnance viscérale à l'égard de l'injustice. Certaines de ces instances ont déjà mis en place, par exemple, le procès de Nuremberg, et représentent toute la coordination internationale qui a permis la création des Nations unies, ce qui me donne d’emblée une grande confiance en elles. Je crois au dialogue, au consensus pour parvenir à un accord malgré les différences. Je sais que tôt ou tard, la liberté et la justice prévaudront toujours.
 
J'ai décidé de vous écrire afin de lancer un véritable appel à l’aide pour mon pays, le Brésil, qui souffre actuellement de la montée honteuse du fascisme, des discours criminels et de haine envers les minorités. Tout ce qui est humain est actuellement attaqué dans mon pays. Et j'ai moi-même jugé nécessaire de partir à l'étranger. Si aujourd'hui je peux parler librement avec vous, c'est que je suis venu chercher refuge dans d'autres parties du continent, où le vent de la haine ne m'atteindra pas. Cependant, tous les habitants de mon pays n’ont pas le choix et les ressources nécessaires pour partir, se battre et résister. Les plus vulnérables de mes compatriotes sont exterminés, à la fois littéralement et subjectivement: les peuples autochtones, les femmes, les Noirs, la communauté LGBT+, les personnes pauvres et les plus sensibles (qui se suicident, incapables de supporter la pression). La différence est en train d'être effacée par le barrage destructeur persistant de discours de haine. Chaque jour, nos espoirs sont attaqués de front; et comment peut-on être humain sans espoir?
 
Nous sommes en guerre - une guerre réelle et aussi une guerre subjective, de mots, de mythes et de récits. Et certains discours tuent. Je crois que chacun devrait être tenu responsable de ses paroles et des conséquences que ces paroles entraînent dans la vie réelle. Les mots peuvent non seulement changer le monde, pour le meilleur ou pour le pire, mais ils sont aussi réels que des couteaux, des mitrailleuses, des boucliers. Les poètes ne voient aucune différence entre les mots et ce qu'ils représentent.

Et c’est sur la base de cette compréhension réelle que je voudrais faire une dénonciation formelle à ces instances et adresser une demande d’aide au nom des plus démunis de mes concitoyens. J'accuse formellement trois personnes comme responsablesde ce qui se passe actuellement au Brésil: Jair Messias Bolsonaro, Sérgio Fernando Moro et Stephen Kevin Bannon (qui coordonne directement toute cette farce depuis l'étranger). Il existe de nombreux indices des liens entre la famille Bolsonaro et les milices armées. Par exemple, les principaux suspects du meurtre de la conseillère municipale de Rio de Janeiro, Marielle Franco, vivaient dans le même lotissement privé que l’actuel président. Ces hommes doivent être traduits en justice pour les crimes qu'ils ont commis et incités à commettre. Bien sûr, ils comptent sur la connivence de nombreux médias brésiliens (un oligopole entre les mains de quelques familles) et sur un système judiciaire pour privilégié et pouri.
 
Comme le Brésil, toutes les autres démocraties du monde sont en danger à l'heure actuelle. Il est impératif que nous agissions de manière urgente car le futur nous réclamera des comptes. Et ces instances sont les institutions appropriées vers lesquelles nous devons nous tourner. Il est encore temps de construire l'avenir. Mais nous devons agir avec force et véhémence maintenant. Le pouvoir est entre les mains de personnes perverses qui tuent non seulement avec des mots, mais aussi grâce à l'appareil d'État qu'elles contrôlent.
 
Ceci est un appel à l’aide sincère d’un poète qui ne peut supporter de voir ce qui se passe et voudrait avertir tous les peuples du monde que personne n’est à l'abri de ce mal. Je peux développer mes arguments de manière plus complète à l'avenir, mais dans ce premier communiqué, je voudrais mettre en garde contre le risque d’une vague croissante de restriction de la vie publique, individuelle et subjective, par un gouvernement qui ne respecte pas la Constitution brésilienne.

Mes plus cordiales et sincères salutations,
Lucas Viriato
 
(Péninsule du Yucatán, Mexique, 27 avril 2019)

 

 

Open letter to the International Court of Justice, the International Criminal Court, the United Nations Human Rights Council and the international community at large

Greetings, friends.

First, I must say that I am a poet, not a lawyer or a politician. I don’t quite understand how these Courts and this Council work, but I’m searching for the appropriate information. Anyway, I assume that all members of these organizations have a strong appreciation for justice and a visceral repugnance toward injustice. Some of these organizations were responsible for the Nuremberg Trial, for instance, and they represent the international cooperation that led to the creation of the UN, and for this reason I place much trust in them. I believe in dialogue, in consensus, in reaching accord in spite of differences. I know that, sooner or later, Freedom and Justice will always prevail.

I decided to write you to ask for help for my country, Brazil, which is now suffering the shameful rise of Fascism, hate speech and crimes against minorities. All that is human is currently under attack in my country, and I myself found it necessary to go abroad. If today I can talk freely with you, it is because I have come to seek refuge in other parts of the continent, where the winds of hatred will not reach me. However, not everyone in my country has the option and the resources to leave, to fight or to resist. The most vulnerable of my compatriots are being exterminated, both literally and subjectively: Indigenous people, women, blacks, the LGBTTTIQ community, the economically disadvantaged and those who are most sensitive (who kill themselves, unable to put up with the pressure). Difference is being wiped out by the persistent, destructive barrage of hate speech. Each day our hopes are frontally attacked; and how can one be human without hope?

We are at war—an actual war and also a subjective war, of words, myths and narratives. And some discourses kill. I believe that each one should be held accountable for his or her words and for the consequences that these words bring about in real life. Words can not only change the world, for better or worse, but they are as real as knives, machine guns, shields. Poets see no difference between words and the things they stand for.

And it is on the basis of this real understanding that I would like to make a formal denunciation to these organizations, and place a request for help on behalf of the neediest of my fellow citizens. I formally accuse three people of responsibility for what is happening in Brazil now: Jair Messias Bolsonaro, Sérgio Fernando Moro and Stephen Kevin Bannon (who directly coordinates the whole farce from abroad). There is abundant evidence of the connection between the Bolsonaro family and the armed militias. The main suspects in the murder of Rio de Janeiro Councilwoman Marielle Franco lived in the same upper-class gated community as the current president, for example. These men must be brought to justice for the crimes they have committed and instigated. Of course, they count on the connivance of much of Brazilian media (an oligopoly in the hands of a few families) and a privileged and corrupt judicial system.

Like Brazil, all other democracies in the world are in danger right now. It is imperative that we act urgently, and point to the inevitable consequences of this situation in the future. And it is to these organizations that we must turn to. There is still time to build the future. But we must act forcefully and emphatically now. Power is in the hands of evil persons, and they are killing not only with words but also with the state apparatus they control.

This is a heartfelt call for help from a poet who cannot bear to see what is happening and would like to warn all the peoples in the world that no one is safe from this evil. I can present my case more cogently in the future, in the right instances. But the purpose of this first communication is to sound a warning about the increasing curtailment of public, individual and subjective life in Brazil by a government that does not respect the country’s Constitution.

My sincere thanks for any help you can give us.

Lucas Viriato

(Yucatán Peninsula, Mexico, April 27, 2019)

 

 

Carta abierta a la Corte Internacional de Justicia, al Tribunal Penal Internacional, al Consejo de Derechos Humanos de las Naciones Unidas y a la Comunidad Internacional como un todo

Saludos, amigos,

primero tengo que decir que soy un poeta, y no un abogado ni un político. No entiendo muy bien el funcionamiento de esas Cortes y del Consejo, pero sigo estudiando y buscando informarme. De todos modos, supongo que en ellas impere un fuerte aprecio por la Justicia y una indignación tremenda en cuanto a la injusticia. Algunas de estas instancias ya realizaron, por ejemplo, el Juicio de Nuremberg y representan toda la coordinación internacional de Naciones que llevó a la creación de la ONU, haciendo que en ellas yo deposite mucha confianza. Confío en el diálogo, en el consenso, en el entendimiento entre los diferentes. Sé que, aunque tarde, la Libertad y la Justicia vendrán siempre.

Decidí escribir para ustedes como un verdadero pedido de ayuda en nombre de mi país, Brasil, que está hoy sufriendo el ascenso vergonzoso del fascismo, del discurso de odio y de los crímenes contra las minorías. Todo lo que es Humano está siendo atacado en este momento en mi país. Y yo mismo tuve que retirarme. Hoy, si estoy hablando libremente con ustedes, es porque he venido a buscar refugio en otras partes del continente, donde los aires del odio no me alcanzan. Sin embargo, no todos en mi país tienen la posibilidad y los recursos para salir, para luchar y resistir. Los más vulnerables de mi Pueblo están siendo exterminados literal y subjetivamente: indígenas, mujeres, negros, LGBTTTIQ, pobres y los más sensibles (que se matan, no aguantan la presión ejercida). La diferencia está siendo exterminada por el discurso de odio dominante y permanente. Cada día nuestras esperanzas son atacadas de modo ostensivo; y lo que es el Humano sin la Esperanza?

Estamos en Guerra. Una guerra real y también una guerra subjetiva, de palabras, de mitos y narrativas. Y hay discursos que matan. Creo que cada uno debe ser responsabilizado por sus palabras y por las consecuencias que ellas acarrean en la vida real. Las palabras no solo pueden cambiar el mundo, para mejor o peor; están en el mundo como un cuchillo está en el mundo, ellas están en el mundo como una ametralladora está en el mundo, están en el mundo como un escudo está en el mundo. El poeta no ve diferencia entre la palabra y la cosa.

Y es a partir de este entendimiento real que quisiera hacer una denuncia formal a esas instancias, y un pedido de ayuda en nombre de los más necesitados de mi Nación. Yo acuso formalmente a tres personas por lo que está sucediendo ahora: Jair Messias Bolsonaro, Sergio Fernando Moro y Stephen Kevin Bannon (que es quien coordina la farsa montada, directamente desde fuera de mi país). Son varios los indicios que apuntan a vínculos de la familia Bolsonaro con las milicias armadas. Los principales sospechosos del asesinato de la concejal Marielle Franco vivían en el mismo condominio que el actual presidente, por ejemplo. Esos hombres necesitan ser llevados a juicio por los crímenes que cometieron y incentivaron a ser cometidos. Es claro que ellos tienen la connivencia de buena parte de los medios brasileños (oligopolio de algunas pocas familias) y de un sistema judicial privilegiado y podrido.

Así como Brasil, todas las demás Democracias del mundo están en riesgo en este momento. Es necesario actuar urgentemente y mostrar que el Futuro cobrará la cuenta. Y esos organismos son las esferas apropiadas para ello. Todavía es tiempo de construir el Futuro. Pero hay que actuar con fuerza y vehemencia ahora. Los malos están en el poder, y están matando no solo con sus palabras, sino con el propio aparato estatal que tienen en las manos.

Este es un pedido de ayuda sincero de un poeta que no aguanta más ver lo que está pasando y quisiera alertar a todos los Pueblos del planeta que nadie está a salvo de este mal. Puedo desarrollar mejor mis argumentos en el futuro, pero en esa primera comunicación quería dar la alerta al riesgo de una creciente y descabellada ola de cerco de la vida pública, individual y subjetiva por un gobierno que no respeta la Constitución Brasileña.

Mis más cordiales y sinceros saludos,

Lucas Viriato

(Península de Yucatán, México, 27 de abril de 2019)

 

 

Öppet brev till den Internationella Domstolen i Haag, Internationella brottmålsdomstolen, FN:s råd för mänskliga rättigheter och det internationella samfundet i helhet

Hej, vänner.

Till att börja med måste jag säga att jag är en poet och inte en advokat eller politiker. Jag förstår inte funktionerna av dessa domstolar och detta råd väl, men jag försöker informera mig så gott det går. I vilket fall som helst antar jag att det finns en stark uppskattning hos dem för rättvisa och upprördhet gällande orättvisa. Några av dessa organ har exempelvis hållit Nürnbergprocessen och representerar den internationella samordningen av nationer som ledde till FN:s uppbyggnad, något som gör att jag har stort förtroende för dem. Jag har tilltro på dialog, konsensus och samförstånd trots skillnader. Jag vet att även om sent kommer frihet och rättvisa att råda.

Jag bestämde mig att skriva till er som ett verkligt rop på hjälp på mitt lands räkning, Brasilien, som nu drabbas av en skamlig ökning av fascism, hatspråk och brott mot minoriteter. Allt mänskligt attackeras just nu i mitt land och även jag fann det nödvändigt att lämna mitt land. Om jag nu får tala fritt med erberor det på att jag sökt tillflykt i andra delar av kontinenten, där luften av hat inte når mig. Men inte alla i mitt land har möjlighet eller resurser att åka, kämpa och motstå. De mest utsatta av mitt folk utrotas bokstavligen och subjektivt talat: urbefolkning, kvinnor, svarta, LGBTTTIQ, fattiga och de mest känsliga (som begår självmord då de inte orkar med det tryck som lagts). Skillnadutplånas genom den dominerande och permanenta hatdiskursen. Varje dag attackeras vårt hoppfrontalt. Vad är det mänskliga utan hopp?

Vi befinner oss i krig. Ett faktiskt krig såväl som ett subjektivt krig av ord, myter och narrativ. Det finns diskurser som dödar. Jag anser att varje en utav oss bör hållas ansvarig för sina ord och dess resulterande konsekvenser. Ord kan inte endast förändra världen för bättre eller sämre, utan de är lika verkliga som knivar, maskingevär och sköldar. Poeter ser inte skillnad mellan ord och ting.

Det är från denna riktiga insikt som jag skulle vilja göra en formell anklagelse till dessa organ och en hjälpförfrågan ide mest behövandes namn i min nation. Jag anklagar formellt tre personer för det som försiggår nu: Jair Messias Bolsonaro, Sérgio Fernando Moro och Stephen Kevin Bannon (som direkt koordinerar den monterade farsenutifrån). Många är indikationerna på sambanden mellan familjen Bolsonaro och beväpnade paramilitära grupper. De huvudmisstänkta i mordet på en av Rio de Janeiros rådskvinnor, Marielle Franco, bodde i samma byggnad som den nuvarande presidenten, till exempel. Dessa män måste ställas inför rätta för de brott som de begått och uppmuntras att begå. Självklart litar de på efterlåtenheten av den stora delen av brasilianska medier (ett oligopol av några få familjer) och av ett privilegierat och ruttet rättssystem.

Precis som Brasilien hotas världens demokratier i detta ögonblick. Det är nödvändigt att omedelbart agera och peka på framtidens oundvikliga konsekvenser av denna situation. Dessa organ är de vi måste vända oss till. Det finns fortfarande tid att bygga framtiden. Men det är nödvändigt att agera med kraft och eftertryck nu. Onda sitter i makten och dödar inte endast med sina ord, men med den statliga apparaten som de håller i.

Detta är ett uppriktigt rop på hjälp av en poet som inte klarar av att se mer av det som försiggår och skulle vilja varna alla folk på planeten att ingen sparas i detta ont. Jag kan bättre utveckla mina argument i framtiden, men syftet med denna första skrivelse är att varna om en växande avkortning av offentligt, individuellt och subjektivt liv i Brasilien av en regering som inte respekterar den brasilianska konstitutionen.

Meduppriktiga och vänliga hälsningar,

Lucas Viriato

(Península de Yucatán, México, 27 April 2019)

 

 

Também assinam esta carta: / Signez aussi cette lettre : / Also sign this letter: / También firman esta carta: / Skriv under detta brev:

1. Ciro Oiticica – Analista internacional e jornalista – Rio de Janeiro, Brasil
2. Marília Rothier Cardoso – Professora – Rio de Janeiro, Brasil
3. Luisa Noronha – Tradutora – Rio de Janeiro, Brasil
4. Paulo Henriques Britto – Professor, tradutor e escritor – Rio de Janeiro, Brasil
5. André Cortez – Cenógrafo – São Paulo, Brasil
6. Guilherme Araújo Ottoni de Brito – Físico – Rio de Janeiro, Brasil
7. Marcia Tiburi – Escritora e professora de filosofia – exilada
8. Ana Paula Grillo El-Jaick – Professora – Juiz de Fora, Brasil
9. Frederico Araujo – Professor universitário da UFRJ – Rio de Janeiro, Brasil
10. Luiza Peixoto Baldan – Artista visual, doutoranda no PPGAV/EBA/UFRJ – Rio de Janeiro, Brasil
11. Ana Cristina de Rezende Chiara – Professora de literatura brasileira da UERJ – Rio de Janeiro, Brasil
12. Anelise Freitas – Poeta, professora, editora, revisora e tradutora – Juiz de Fora, Brasil