Os vereadores de Itapiranga deveriam receber somente um salário mínimo?

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Um dos maiores problemas visualizados no campo político brasileiro é a longa manutenção de indivíduos no meio. Encontramos casos de “famílias políticas” que alcançam até três gerações de serviços dentro dos três poderes. O grande problema deste enraizamento é a transformação da política, ou melhor, da função política em uma profissão, coisa que a mesma não deveria representar em síntese.

Ocupar um cargo político é, e deveria significar “o ser” representante do povo, ou de uma parcela do mesmo, que elegeu uma figura para ser porta-voz de suas demandas no poder Legislativo ou Executivo.

Todavia, a remuneração mensal generosa, dentro dos três poderes, e nas mais variadas esferas, transforma as funções políticas em atrativos meios de manutenção pessoal e não obstante, de enriquecimento.

A representação política ideal deveria ser transitória, com uma grande variação de indivíduos, exatamente para evitar o enraizamento, como também “para serem ouvidas mais vozes”. E, para evitar a “hereditariedade” política, devem ser combatidos também os grandes salários. Um político não é superior à um trabalhador comum, e desta forma não deve ter uma renda diferente deste.

O salário de um político, e neste caso, de um vereador, deveria representar um auxílio à aquele indíviduo que é eleito para a função e destina algumas horas de sua semana para uma atividade que não é obrigatoriamente de dedicação exclusiva. No âmbito municipal, a maioria dos vereadores não se dedica unicamente à atividade política, e desta forma, não tem seu subsídio na Câmara como renda única.

Além destes fatores, em um período onde se pregam os cortes voltados à população em geral, mas que não atingem os Três Poderes e outras parcelas privilegiadas, a manutenção de uma “casta” com um subsídio exorbitante, e recebido até por indivíduos que não são somente vereadores, mas que possuem outras fontes de renda, é no mínimo descolada da realidade, e se os cortes de verba atingem a população em geral, devem ser aceitos também por aqueles que possuem privilégios, para que assim realmente sejam representates do povo e quissá, dos problemas sofridos pelo povo. Em uma sociedade justa e igualitária, que tanto desejamos, os primeiros a terem cortes em tempos de crise, deveriam ser justamente aqueles que são equivocadamente os mais privilegiados, e não os que já tem muito pouco.

Para tomarmos como exemplo, nos informa a Gazeta do Povo, que a partir de 2017, em três cidades paranaenses (Mauá da Serra, Santo Antônio da Platina e São Mateus do Sul), por pressão popular os vereadores e vereadoras passaram a receber somente um salário mínimo. O fato curioso é de que nas eleições de 2016, menos da metade dos parlamentares buscaram se reeleger, sendo que na cidade de Santo Antônio da Platina, apenas dois dos nove legisladores foram ao páreo eleitoral.

Pois então, eis o panorama injusto e apresentado pelo Portal da Transparência de Itapiranga: os vereadores municipais recebem somente de salário mensal 4.554,36 R$; e o Presidente da Câmara recebe 6.831, 54 R$ mensais. Fora da Câmara, o salário mínimo beira os 954 reais, e a inquietação que surge é justificada: o que torna a classe política tão especial a ponto de receberem tanto?

Se os vereadores de Itapiranga recebessem apenas um salário mínimo, o restante da verba poderia ser destinada à outras áreas. O cálculo é simples, e os resultados, satisfatórios: se todos os onze legisladores recebessem apenas um salário mínimo mensal (954 R$), a economia mensal seria em torno de 39.603, 96 R$, e a anual alcançaria as cifras de 475.247,52 R$, certamente uma verba que seria muito útil aos cofres municipais.



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