Instituto Silvia Lane - Psicologia e Compromisso Social por Lula Livre!!

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"Pela restituição da democracia brasileira e pela retomada imediata do compromisso com a garantia de direitos: Lula Livre!"

O Instituto Silvia Lane reafirma seu compromisso com a construção de uma sociedade democrática e igualitária e com a produção de uma Psicologia crítica, necessária para o avanço de leituras que reconheçam os determinantes sociais e históricos dos problemas que se apresentam na realidade brasileira. Por isso, manifesta publicamente seu repúdio à prisão arbitrária de Luis Inácio Lula da Silva.
Uma Psicologia que se reivindica comprometida com as necessidades e urgências da maioria da população brasileira, implicada com a garantia de direitos e sensível à dimensão subjetiva que acompanha tais processos, não pode se calar diante da prisão política de Lula, onde não ocorreu a apresentação de provas, tendo bastado convicções. O estado de direito exige um julgamento justo, por judiciário imparcial e comprometido com o respeito às liberdades fundamentais dos cidadãos.
Nesse momento, a defesa da democracia e dos direitos necessários à construção de um país mais justo e igualitário tem na luta por Lula Livre a sua maior expressão e a condição para a caminhada na direção da utopia que orienta todas as suas lutas.
Como psicólogas e psicólogos comprometidos com a dignidade do povo brasileiro afirmamos nosso compromisso incansável, intransigente e absolutamente implicado com a história de que somos sujeitos: Lula Livre!

Por que compreendemos assim?
O Instituto assume essa posição somando-se aos muitos movimentos de resistência ao golpe em curso no Brasil, que ao defenderem a liberdade de Lula denunciam as reais motivações de sua prisão, as quais se orientam para a interrupção e para o impedimento de um projeto de governo voltado ao enfrentamento das desigualdades sociais brasileiras e que ameaça as necessidades atuais para a reprodução do capital.
É preciso denunciar que tem operado no Brasil, desde o final do último processo eleitoral para o governo federal, um complexo esquema orientado para a derrubada e a impedimento da continuidade do projeto democraticamente escolhido pelos eleitores e hoje apontado como preferido em todas as pesquisas de opinião. Tais pesquisas apresentam a liderança absoluta de Lula nas intenções de voto para as eleições de 2018, como o projeto que a população brasileira deseja para a continuidade de sua história. A operação em curso no país - que teve como um primeiro momento crucial o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e o estabelecimento de um governo ilegítimo e golpista, e que vive agora mais um desses momentos com a prisão de Lula, marcada pela evidente intenção de retirá-lo do processo eleitoral - é orquestrada a partir da participação estratégica do poder judiciário, da grande mídia que representa os interesses econômicos da pequena elite mais poderosa do país, do Congresso brasileiro e de forças e mecanismos internacionais.
Esse processo tem evidenciado que as medidas tomadas diante do quadro da crise internacional do capital representam, sobretudo para os países historicamente pobres e explorados pelas grandes potências capitalistas, a verdadeira barbárie e o absoluto descompromisso com a dignidade da vida humana. Assim, a leitura do recente capítulo da história brasileira configurada a partir do golpe escancara o retrocesso em direitos e políticas públicas sociais duramente conquistados: congelamento de gastos com saúde, educação e assistência; reforma trabalhista configurada por mecanismos de flexibilização que representam uma perda irreparável de direitos de trabalhadoras e trabalhadores; projeto de Reforma da Previdência que uma vez mais procura deslocar gastos públicos para o capital financeiro internacional; desmonte de Ministérios, Secretarias, políticas e programas de Governo orientados para o enfrentamento de desigualdades estruturais no país; projetos para o desmonte de grandes Sistemas de garantias de direitos, como saúde e assistência, respondendo aos interesses da iniciativa privada; recrudescimento de posições e perspectivas conservadoras em campos diversos, alicerçadas em posições fundamentalistas e fascistas. Para a sustentação desse projeto, há uma importante intervenção das grandes mídias, que disseminam conteúdos e leituras que tem fortalecido a produção de uma cultura de ódio que apenas atualiza e fortalece concepções e afetos que, ao longo de nossa história, foram essenciais à manutenção de uma sociedade de privilégios. O ódio aos que representam a população pobre e negra do país, em todas as suas variadas expressões, uma vez mais opera para a continuidade de uma história de dominação e genocídio.
A prisão de Lula é expressão de tudo isso. A prisão de Lula é continuidade desse projeto. A prisão de Lula está a serviço da manutenção das desigualdades fundantes da história do Brasil desde sua colonização, por meio de um ataque aos direitos conquistados na história recente da democracia brasileira que tem, no período dos governos Lula e Dilma, um avanço sem precedentes.
Agravando esse cenário, a intervenção do judiciário tem afrontado diretamente nossos mecanismos democráticos, atualizado uma justiça parcial e de classe, o que então se agrava com o precedente de uma prisão de caráter evidentemente político.
Nesse contexto é que nos manifestamos e convidamos profissionais, professores, pesquisadores e estudantes de Psicologia a que tomem e aprofundem posição clara em defesa da libertação de Lula e a restituição da democracia no país.
INSTITUTO SILVIA LANE

 



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