Precisamos falar sobre assédio

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Precisamos falar sobre assédio. Segundo dados de um levantamento do Datafolha feito em fevereiro de 2019 - encomendada pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) - apenas nos últimos 12 meses, 22 milhões (37,1%) de brasileiras passaram por algum tipo de assédio. Já é um dado alarmante, mas outra pesquisa feita pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, com apoio da Uber, apontam que 97% das mulheres com mais de 18 anos afirmam que já passaram por situações de assédio sexual no transporte público. Assim, percebemos que o assédio tem sido constantemente presente na nossa sociedade. Entretanto, medidas de apoio e escuta às vítimas ainda dão seus primeiros passos nas instituições.
Recentemente, mulheres que foram de alguma forma e em algum momento expostas, abusadas, estupradas e/ou assediadas tiveram seus relatos repercutidos por uma hashtag criada no Twitter chamada: #exposed. Tem sido um movimento de grande importância, visto que é devastador imaginar que pessoas que passaram por situações tão abusivas não encontram espaços seguros para denunciar seus agressores e muitas vezes acabam obrigadas a conviver com eles impunes. O movimento também despertou um grande apoio feminino em que as mulheres se sentiram representadas pelos relatos, deram apoios umas às outras e, finalmente, puderam começar a falar sobre e cicatrizar feridas que carregavam sozinhas.
Baseado nesse movimento, foi criada uma corrente interna, com o propósito maior de reunir esses depoimentos, encorajar e fortalecer as vítimas, de maneira que outras pessoas possam visualizar esse problema corriqueiro e perceber que ele não ocorre apenas em meios externos ao nosso ambiente escolar.
Ressaltamos que não sabemos quem criou a conta, mas todas e todos que assinaram essa carta concordam com a iniciativa e atestamos que ela é extremamente necessária e concordamos de maneira geral sobre como as situações foram conduzidas. Destaca-se a importância desse movimento para uma possível diminuição de casos semelhantes na Escola, também como a importância que teve para a vida de todos aqueles que já passaram por situações parecidas. Ademais, reforça-se que o apoio às vítimas é essencial, dado que não somente tiveram que passar por momentos traumáticos como também demonstraram um enorme esforço ao relatá-los e que, portanto, não devem, sob quaisquer circunstâncias, serem culpabilizadas por tais ações.