Instituto Brasileiro de Transmasculinidades

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O IBRAT é uma rede nacional de homens trans ativistas. Atua nos eixos da formação política; estudos e pesquisas sobre transmasculinidades e controle social. O IBRAT visa colaborar para promover qualidade de vida para os homens trans do Brasil.Possibilitando uma maior auto estima, reconhecimento de sua cidadania e identidade social e política. Lutando incansavelmente pelos direitos dos homens trans e todas as transmasculinidades. Nossos 3 eixos de atuação são: 1. Formação Política e incentivo à militância; 2. Desenvolvimento e incentivo à pesquisas sobre transmasculinidades; 3. Controle social e ativismo pelos direitos e políticas públicas. Nossos valores são: > Diversidade > Respeito > Transparência > Harmonia > Compromisso > e Democracia

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Petitioning Vereadora Tainá de Paula, Vereador Tarcísio Motta, Vereador Reimont, Vereador Mônica Benício, Vereador Chico Alencar, Vereadora Lindbergh Farias, Vereador Paulo Pinheiro, Vereadora Teresa Bergher, ...

Para Salvar Vidas: Diga NÃO ao Projeto de Lei 1553/2019!

Sou um homem trans (transgênero) de 53 anos e passei mais da metade da minha vida sofrendo todo tipo de violência. Quando criança por me sentir e me perceber diferente fui silenciado quando denunciei as molestações sexuais que sofri, porque os homens que fizeram isso se diziam religiosos. Esses religiosos foram colocados na minha vida quando meus pais, seguindo orientações de pessoas que não tinham nenhum conhecimento, lhes disseram que havia algo de errado comigo. Fui uma criança trans (transgênero) que teve a infância e a adolescência destruída pelas tentativas de cura de algo que não é doença. Nas décadas de 70, 80 e 90 nunca havia escutado ou conhecido nada sobre transexualidade, não havendo fatores externos que me influenciassem, mas havia o preconceito que provocou minha expulsão de casa, evasão escolar, vivência em situação de rua, violências físicas, psicológicas e sexuais, além de internação compulsória em dois sanatórios com direito ao eletrochoque para provocar convulsão induzida que se acreditava à época reverter certos comportamentos e uma internação em instituição para menores infratores, sendo que minha sexualidade era a minha infração. Hoje meus temores e minhas piores lembranças voltam com força ao ler o texto do PL 1553/2019 do Vereador Alexandre Isquierdo que no caput menciona terapia hormonal e cirurgia de redesignação sexual para menores como se fossem autorizadas pelo Processo Transexualizador – SUS o que é uma inverdade. Na sua justificativa a alegação de proteger crianças e adolescentes cita estar em conformidade com a Portaria 2.803/2013 – SUS, porém deixa claro que crianças trans não existem ao afirmar que “Alguns que sofrem algum tipo de problema na identidade sexual, QUANDO ORIENTADOS POR ESPECIALISTAS, SUPERAM SEUS DILEMAS” cita também a conclusão que: “não existe “um gene gay” Portanto não é uma doença biológica, mas sim COMPORTAMENTAL” Precisamos DIZER NÃO a esse projeto de lei que pretende tirar dos responsáveis o poder de serem muito mais do que pais e mães de seus filhos e filhas pela imposição de regras que já causaram tanto mal no passado, não podemos deixar que nossas crianças, filhos e netos sofram a dor do desamor. Precisamos DIZER NÃO  a esse projeto de lei que está em total desacordo com a RESOLUÇÃO Nº 2.265, DE 20 DE SETEMBRO DE 2019 do Conselho Federal de Medicina - CFM publicado em: 09/01/2020 no Diário Oficial da União. Precisamos DIZER NÃO a esse projeto de lei porque não cabe falar de “Gene Gay” para transexualidade ou para qualquer menção à população LGBTQIA+, isso denota a total falta de conhecimento de quem pretende legislar sobre milhares/milhões de vidas apenas para cumprir uma etapa do plano de dominação e poder. Jordhan Lessa, homem trans Responsável setorial sudeste Maricá/RJ – IBRAT

Instituto Brasileiro de Transmasculinidades
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Petitioning Camilo Santana, Camilo Santana - assessoria, Secretaria de Saúde Estado Ceará, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, Marcos Antônio Gadelha Maia

Queremos que o Ambulatório Trans do Ceará seja retirado do Hospital Mental!

Diante do cenário de inclusão e permanência de pessoas trans, nós, Dan Kaio Lemos e Enzo Gomes, homens trans, apresentamos o grande desafio a ser superado, no município de Fortaleza do Estado do Ceará. Sensibilizados com a situação de saúde e, especificamente o acesso ao dispositivo ambulatório transexualizador, iniciamos essa petição.  O ambulatório SerTrans está localizado dentro do Hospital Mental Professor Frota Pinto, em Messejana-CE. Este local não possui redes de comunicação para informes sobre um atendimento específico para pessoas trans. O bairro onde fica localizado é muito distante e é um local muito estigmatizado, pois as pessoas falam que “é o hospital dos doidos”. Por que nós, pessoas trans, estamos inseridas neste território, que foi sancionada através da resolução Nº 845, de 26 de fevereiro de 2018 a despatologização da população trans?  No Estado do Ceará, a luta pelo tão sonhado ambulatório transexualizador tem uma trajetória longa de mais de 10 anos em que travestis e transexuais atuam e cobram de forma sistemática não só o acesso à assistência como também a permanência e o respeito.  No dia 23 de janeiro de 2017, a DPU (Defensoria Pública da União) lançou uma proposta em reunião onde foi feita uma análise de uma espécie de “espaço” no atendimento da rede pública de saúde com todos os procedimentos necessários e multiprofissionais. Durante o processo de reivindicação de abertura do novo ambulatório, mediante reuniões e audiências, foi solicitado que o SerTrans não funcionasse no hospital de saúde mental. Outras unidades foram cogitadas, porém, não se chegou a nenhum consenso. O que ficou pactuado é que os serviços do ambulatório começariam em Messejana e depois migrariam para as policlínicas. No entanto, até os dias atuais os serviços se encontram ainda no mesmo local. Esperamos que, através dessa petição, às instâncias competentes: Defensoria Pública da União, Defensoria Pública Geral do Estado e Secretaria de Saúde do Estado do Ceará, reafirmem o acordo de 2017 de que o ambulatório seja retirado do hospital mental, além disso chamamos atenção em relação ao atual serviço que não disponibiliza acesso a todas as pessoas trans e que não tem todos os profissionais necessários. Por isso, é URGENTE a transferência do local e o acesso ao processo transsexualizador de forma plena.

Instituto Brasileiro de Transmasculinidades
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Petitioning Henrique Schneider Neto, Emanuel Pinheiro, Ozenira Félix

Precisamos de um Ambulatório Trans em Cuiabá urgentemente!

Meu nome é Ian, eu sou um homem trans e, quando iniciei a minha transição, não tive a ajuda de ninguém. Nem sabia que a palavra trans existia. Fui pesquisando aos poucos, com a ajuda da minha mãe e com a orientação de profissionais de psicologia. Infelizmente, eu não tive acesso (ainda não tenho) a um atendimento qualificado de profissionais de saúde na cidade em que resido, pois não existe nenhum ambulatório trans em Cuiabá, no Mato Grosso. O projeto do ambulatório trans em Cuiabá – que seria implementado no Hospital no Universitário Júlio Muller (HUJM) em março de 2020 – foi adiado devido à pandemia e o hospital tornou-se de campanha para tratamento de pacientes com Covid-19. Mas o plano de trabalho do ambulatório está pronto e precisamos do espaço ou de um novo local para que seja implementado, já que a demanda de atendimento às pessoas trans é urgente e não para de crescer. O HUJM, que é um hospital-escola, é o local ideal para que se inicie o projeto de atendimento ao processo transexualizador no Estado do Mato Grosso. Esse processo engloba um conjunto de atendimentos assistenciais do SUS (Sistema Único de Saúde) voltado ao cuidado de pessoas trans que desejam modificações corporais por meio da adequação da aparência física e da função das características sexuais, de acordo com sua identidade de gênero. As necessidades das pessoas trans vão além de mudanças estéticas: é necessário o suporte psicológico e social para que tenham qualidade de vida dentro de um contexto social que as invisibiliza. É necessário um atendimento de diversas áreas da saúde, entre elas: psicologia, psiquiatria, endocrinologia e clínica geral. O processo inclui também as cirurgias de redesignação sexual.  Aqui no Mato Grosso, muitas pessoas ainda estão perdidas, como eu estava no início do meu processo, e acabam recorrendo ao mercado clandestino, prejudicando a própria saúde – inclusive correndo o risco de tomar medicamentos errados, colocando a própria vida em risco. Essa caminhada não é fácil nem acessível economicamente para a maioria de nós. Há pessoas com problemas seríssimos de saúde na minha cidade, por causa da dosagem errada de hormônios. Pela falta de um ambulatório, pessoas estão se mutilando e algumas já têm órgãos comprometidos por terem tomado dosagens altas de hormônio. A implementação do ambulatório dará mais dignidade e qualidade de vida para muitas pessoas, inclusive para mim, que serei um dos pacientes. A realidade no Brasil para pessoas trans é assustadora. A média de expectativa de vida de travestis, transexuais e transgêneros não chega aos 36 anos. Aqui é o país que mais mata pessoas trans no mundo, tendo tido 175 assassinatos em 2020, o equivalente a uma morte a cada 2 dias, segundo o relatório anual da ANTRA. Além disso, muitas mortes acontecem em decorrência do uso de silicone industrial, tratamentos clandestinos e há um grande número de suicídios.  Por isso, é URGENTE a implementação do Ambulatório Trans em Cuiabá. Que este espaço seja de acolhimento social e saúde com equipe profissional preparada, humanizada e qualificada para este atendimento. Se a viabilidade do Ambulatório por hora não for possível no Hospital HUJM, que seja redirecionado para outro local, como as Unidades Básicas de Saúde de Cuiabá.  A população transgênero necessita que seus direitos e o acesso à saúde sejam cumpridos e respeitados, e que a equidade de acesso seja para todes/os/as já! Pela implementação imediata do Ambulatório Trans em Cuiabá, no Mato Grosso! Ian Santana - membro do Ibrat Mato Grosso (Coordenador municipal de Cuiabá)

Instituto Brasileiro de Transmasculinidades
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Petitioning Sergio Gardenghi Suiama, Aline Caixeta, Secretaria Estadual de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Ministério da Saúde

Direito à saúde para pessoas trans já! Precisamos de UTI para o IEDE!

Sou um homem trans e, assim como o personagem Ivan, da telenovela global A Força do Querer, desejei e necessitei realizar alguns procedimentos cirúrgicos para me sentir como realmente sou. Neste momento, 60 pessoas (mulheres trans, travestis, homens trans e transmasculines) ainda aguardam para realizar suas cirurgias de redesignação sexual no Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE). O IEDE, localizado no Rio de Janeiro, onde funciona um ambulatório trans, tem atendido diversas pessoas trans, duas novas por semana e outras já eram atendidas pelo serviço. E, mesmo no ano de 2020, que tivemos que conviver com a pandemia da covid-19, nossos atendimentos lá não foram suspensos.  O Instituto possui uma equipe multidisciplinar qualificada, mas apenas um cirurgião plástico. Esta unidade de saúde não está credenciada pelo SUS para realizar cirurgias, pois não possui uma UTI e nem uma equipe para auxiliar a/o cirurgiã/o. As cirurgias de redesignação sexual são consideradas de alta complexidade. Portanto, ter uma equipe cirúrgica de suporte, é essencial.  Em 2020, o IEDE conseguiu uma parceria com o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (Unirio) para realizar as cirurgias por lá. Mas, por conta da pandemia, este hospital tornou-se referência no combate à covid-19 e não está mais disponível para esta assistência ao IEDE.  Não podemos continuar assim, sem uma opção de hospital que proporcione as cirurgias que tanto precisamos. As pessoas trans necessitam ter seu direito à saúde garantido. Por isso, solicitamos à Secretaria Estadual de Saúde do Estado do Rio de Janeiro que ajude o IEDE a construir uma UTI e ao Ministério da Saúde que credencie o instituto para que ele possa ofertar as cirurgias. - Jordhan Lessa - Coordenador do Núcleo Setorial do Ibrat Maricá-RJ

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Petitioning Secretaria Estadual de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Letícia Furtado

Pela saúde Trans no RJ: o Hospital Universitário Pedro Ernesto precisa de apoio da SES-RJ!

Eu sou um homem trans, ou seja, fui designado como mulher ao nascer. Após entender o meu gênero e superar a falta de informações da época, em 2011, consegui uma das últimas vagas no Programa Transexualizador de um dos hospitais de referência em saúde trans no país, o Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), no Rio de Janeiro. Mas meus amigos/amigues e outras centenas de pessoas não tiveram a mesma sorte que eu e ainda esperam ansiosamente por uma vaga há 10 anos.  Desde então, a unidade não disponibilizou mais vagas para novos usuários/usuáries, que ainda aguardam um primeiro atendimento, por conta da ausência de investimentos da Secretaria Estadual de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. Além disso, pessoas trans que já estão no programa aguardam na fila pelas cirurgias de redesignação sexual. Eu espero há 7 anos pela minha. Nessa espera, muitas e muites de nós sofrem uma série de prejuízos psíquicos e físicos, que nos levam à automedicação e ao suicídio. De acordo com o dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), entre os anos de 2019/2020, foram mapeados 64 casos de suicídio de pessoas trans no país sem considerar as subnotificações que ocorrem por diversos fatores, como por exemplo, o não reconhecimento das identidades trans. Estes são apenas alguns dos impactos da ausência de uma gestão política estadual que promova os devidos investimentos no HUPE. Enquanto esta situação não se resolve, diversas mulheres trans, travestis, homens trans e transmasculines precisam colocar as próprias vidas em risco, consumindo no mercado ilegal silicone industrial e a testosterona (hormônio). Sendo assim, solicitamos à Secretaria Estadual de Saúde do Estado do Rio de Janeiro a estruturação da gestão em saúde e o apoio ao Hospital Universitário Pedro Ernesto, ampliando a equipe e o espaço físico do Hospital, de modo que ele possa receber e cuidar da minha vida, e de outras tantas vidas trans com dignidade e urgência. - Benjamin Neves - Secretário de Políticas Internacionais do Ibrat

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