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PELA MOBILIDADE NO TRÂNSITO EM BRASÍLIA - PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE - CIDADE SAUDÁVEL COM SUSTENTABILIDADE, ACOLHIMENTO E INOVAÇÃO
  • Petitioning Miriam Belchior

This petition will be delivered to:

Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
Miriam Belchior
Representação da UNESCO no Brasil
Lucien André Muñoz
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
Comitê de Coordenação do Projeto Esplanada Sustentável
MPF/PGR/Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão
Aurélio Veiga Rios
Ministério Público Distrito Federal e Territórios
Eunice Pereira Amorim Carvalhido
Governo do Distrito Federal
Agnelo Santos Queiroz Filho (Governo do Distrito Federal)

PELA MOBILIDADE NO TRÂNSITO EM BRASÍLIA - PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE - CIDADE SAUDÁVEL COM SUSTENTABILIDADE, ACOLHIMENTO E INOVAÇÃO

    1. Elaine Monteiro
    2. Petition by

      Elaine Monteiro

      Brasília, DF, Brasil, Brazil

Esta PETIÇÃO PÚBLICA chega à sua mão para que você exerça seu direito de cidadania, opinando sobre a condução das políticas públicas de desenvolvimento urbano no Distrito Federal. Temos mostrado, por meio de atitudes, que é possível a Paz no Trânsito. Vamos, agora, avançar nas conquistas, buscar novas ações estratégicas pelo conforto de VIVER BRASÍLIA. Somente juntos garantiremos o impacto efetivo e imediato que queremos e necessitamos nesta cidade que foi elaborada para seguir à frente do seu tempo.

 

___________________________  PETIÇÃO PÚBLICA _______________________

 

Por meio desta PETIÇÃO, a comunidade de Brasília e do DF, dentre outras, vêm exercer a participação cidadã efetiva na política de desenvolvimento do Distrito Federal, solicitando providências para o atendimento aos interesses difusos e coletivos abaixo-descritos, com a urgência que o caso requer:

 

1.       Criação e execução de um Sistema de Transporte Coletivo Funcional para todos os trabalhadores dos órgãos públicos federais e distritais, lotados em Brasília, organizado, efetivo, moderno e de qualidade condizente com a Capital da República.

a.       Sistema que atenda à política de inclusão, acolhendo, de acordo com a legislação vigente, aos portadores de necessidades especiais, gestantes, idosos, dentre outros indivíduos com dificuldades de locomoção.

b.      Sistema elaborado com base em planejamento economicamente inteligente, ofertando linhas especiais que atendam adequadamente às necessidades dos serviços públicos e dos seus servidores; com horários definidos em conformidade com os turnos/expedientes de trabalho, condutores capacitados e humanizados, pontos de parada cobertos, com acesso às grandes áreas de estacionamento.

c.       As grandes áreas de estacionamento devem integrar o Sistema de Transporte Coletivo Funcional, localizadas em pontos estratégicos, com áreas de convivência e acolhimento para uso pelos trabalhadores que residem em outros municípios, em locais mais distantes, e venham à cidade conduzindo seus próprios veículos. Esses trabalhadores terão nessas áreas vagas garantidas para estacionamento e o acesso ao Transporte Coletivo Funcional, por meio do qual seguirão aos seus respectivos órgãos de lotação.

2.       Criação e execução de um Sistema de Ciclovias e Passarelas para Pedestres, infraestrutura moderna e inovadora, com vias integradas que liguem as regiões administrativas e cidades satélites do DF às áreas adjacentes aos órgãos públicos federais e distritais.

a.       O Sistema deve oferecer a todos os trabalhadores dos órgãos públicos lotados em Brasília a oportunidade de se deslocarem de casa para o trabalho por meio de bicicletas e/ou caminhadas, tendo garantia de conforto e segurança.

b.      O Sistema deve contemplar travessias seguras nas vias de trânsito de veículos.

c.       Deve oferecer estações de paradas com bicicletários e banheiros amplos e modernos nas áreas adjacentes aos órgãos públicos federais e distritais.

d.      Investimento em campanhas educativas cotidianas eficientes, de incentivo à práticas do ciclismo e caminhadas, objetivando consolidar Brasília com o perfil de capital-modelo, capital da qualidade de vida.

3.       O Sistema de Transporte Coletivo Funcional e o Sistema de Ciclovias e Passarelas devem ser integrados e, junto com as áreas adjacentes dos órgãos públicos federais e distritais sediados em Brasília, contar com estrutura de policiamento e vigilância efetivo, sinalização eficiente e vídeo-câmaras de localizações estratégicas em todo o complexo, para apoio ao serviço de segurança contra roubos, assaltos, danos, violências e acidentes, em defesa da vida.

a.       Deve ser garantida a segurança dos trabalhadores e demais cidadãos que transitam por estas áreas.

4.       Estabelecimento do expediente para atendimento ao público externo, em todos os órgãos públicos federais e distritais sediados em Brasília, do período das 7:00h às 20:00h, considerando atividades de necessidade contínua para os cidadãos de todo o País, que tem aqui sua Capital.

a.       Deve ser garantida a autorização, em caráter excepcional em Brasília, para os trabalhadores dos órgãos públicos federais e distritais de jornada de 40 h semanais desempenharem suas atividades em jornadas corridas de 7 h diárias, com divisão da força de trabalho em duas turmas, dois expedientes, uma com entrada às 7:00 h e saída às 14:00 h, e outra com entrada às 13:00 h e saída às 20:00 h, com uma hora de permanência das duas turmas na troca de turno, para repasse de informações, evitando a descontinuidade nos processos em curso.

b.      A mudança irá garantir horário ininterrupto de atendimento ao público externo, inclusive durante o período de 12:00h às 14:00h, “horário de almoço”; beneficiará a comunicação institucional desses órgãos, em Brasília e entre esta Capital e as unidades federadas, inclusive aquelas com diferenças de fuso horário, hoje um importante motivo de retardo dos fluxos intra e inter-institucionais; contribuirá para a mobilidade no trânsito do Transporte Coletivo Funcional, por dividir a força de trabalho em duas turmas com horários não coincidentes para deslocamento e percurso, na ida e volta ao trabalho.

5.       Revitalização dos espaços e estacionamentos públicos na região da Esplanada dos Ministérios, Praça dos Três Poderes e Anexos, demais órgãos públicos federais e distritais.

a.       Otimização da destinação e uso das vagas existentes para veículos, dando prioridade aos portadores de necessidades especiais, gestantes, idosos, dentre outros indivíduos com dificuldades de locomoção.

b.      Recuperação e execução da sinalização viária, especialmente em relação às faixas de pedestres e vagas para veículos.

c.       Garantia da manutenção dos espaços e áreas verdes, conforme previsto no Projeto da Capital.

6.       Otimização da destinação e uso das vagas existentes nas garagens dos órgãos públicos, administrando-as de forma dinâmica e democrática, dando prioridade aos portadores de necessidades especiais, gestantes, idosos, dentre outros indivíduos com dificuldades de locomoção.

7.       Inovação e modernização do Sistema de Transporte Público Coletivo, integrativo e de baixo custo, em consonância com as linhas do projeto desta Cidade-Capital e em total harmonia com as tendências atuais de sustentabilidade.

8.       Política de parceria entre a administração de Brasília, DF e cidades do entorno para o desenvolvimento de ações estratégicas conjuntas pela desmotorização em seus territórios, incentivo ao ciclismo, caminhada e uso do transporte coletivo.

 

As reivindicações acima descritas pedem a urgência que o caso requer, para o bem da coletividade e considerando que esta cidade será sede de grandes eventos do esporte internacional, quando receberemos fluxos intensos de visitantes provenientes de diversas nações: a Copa das Confederações e, em sequencia, a Copa do Mundo de Futebol.

 

Muito nos preocupa a notícia sobre projeto em andamento nesta cidade, para a construção de um amplo empreendimento que visa a implantação de um Complexo de Estacionamentos, com 4 subsolos, para aproximadamente 10 mil vagas no canteiro central da Esplanada dos Ministérios, numa parceria público-privada (CorreioWeb, 2013)1. Trata-se de obra de imensa envergadura, que irá comprometer a preservação da área tombada, com altíssimo impacto financeiro e ambiental.

 

Vislumbramos nessa notícia, ainda, o risco iminente do uso obrigatório desses estacionamentos pelos trabalhadores, a custos onerosos, pois que certamente não será gratuito por se tratar de uma parceria público-privada. Sabemos, todos, também, que qualquer projeto que venha propor a construção de garagens subterrâneas virá incentivar a motorização excessiva na cidade tombada.

 

Esse Complexo Estacionamento deverá ser substituído por estratégias mais viáveis, econômicas e impactantes, como as que defendemos nesta PETIÇÃO PÚBLICA, as quais beneficiarão a mobilidade no trânsito e contribuirão para manter a sustentabilidade ambiental e a preservação do ‘Patrimônio Cultural da Humanidade’ UNESCO. Queremos ações que promovem a qualidade de vida e a saúde do cidadão. Esta PETIÇÃO está em total consonância com o Projeto Esplanada Sustentável proposto pelo Governo Federal.

 

________________________  PARA SABER MAIS ___________________

 

CONTEXTUALIZAÇÃO DO CAOS

 

A CIDADE DE BRASÍLIA

 

Brasília é uma cidade planejada, que nasceu com perfil diferenciado e foi declarada 'Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade' pela UNESCO. Com rico patrimônio arquitetônico, é a Capital da República Federativa do Brasil, sede da Administração do Governo Federal. O Distrito Federal abriga, no Eixo Monumental, a sede dos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, centralizados na Praça dos Três Poderes e Esplanada dos Ministérios, além dos órgãos do Governo Distrital.

 

Para a garantia de continuidade da construção desta cidade, em conformidade com sua proposta original, é fundamental que os cidadãos sejam participativos e atuantes, condição única para construirmos uma sociedade mais justa e políticas públicas que visem a excelência no bem estar e na qualidade de vida.

 

Segundo estudo publicado em 2008 (IPEA, 2009)2, Brasília assumiu a condição de metrópole nacional,  equiparada somente a São Paulo e Rio de Janeiro. Sua região de influência abrange uma população de aproximadamente 9,6 milhões de habitantes e 298 municípios. Brasília, hoje, se constitui em um importante atrativo da força de trabalho, mão de obra com perfil diversificado.

 

Segundo o Deputado Federal Cássio Taniguchi (IPEA, 2010)3, em Brasília, 70% dos empregos estão concentrados no Plano Piloto, enquanto 80% da população mora fora deste Plano, o que gera forte movimento pendular. No artigo, o Deputado comenta sobre a deficiência no sistema de transporte público da Brasília, que não cobre a necessidade de sua demanda.

 

Essa deficiência e a realidade na qual maior parcela dos trabalhadores de Brasília é residente nas cidades satélites e nas demais cidades do Entorno, causando intenso fluxo de deslocamento urbano, diariamente, com um alto grau de utilização de transporte individual em detrimento do coletivo, destaca Brasília das demais capitais brasileiras na relação habitante/veículo motorizado. O tráfego excessivo de veículos particulares se torna a cada dia um problema maior para a área central de Brasília e vias principais de escoamento, de modo especial no início e final do horário comercial. Isto traz uma sobrecarga para a infraestruturaurbana, com a perspectiva de degradação ambiental e, consequentes prejuízos na saúde pública e na qualidade de vida. Esta condição aponta a necessidade urgente de um planejamento estratégico para o desenvolvimento urbano da Capital, hoje a quarta cidade em população do país e com perspectiva breve de ocupar a terceira posição.  

 

Uma pesquisa do IPEA (CorreioBraziliense, 2009)4, que teve por base dados da Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho, referendou que Brasília é a capital do serviço público. Dos 857 mil brasileiros que trabalham para órgãos do governo federal, 34% estão empregados no DF. Pelo menos 426 mil moradores da Capital Federal têm emprego público, representando 37% da população economicamente ativa. Somente servidores ativos do governo distrital, há mais de 130 mil trabalhadores (GDF, 2012)5.

 

A DEFICIÊNCIA DO SISTEMA DE TRANSPORTE COLETIVO URBANO E A MOTORIZAÇÃO

 

A atual conjuntura do sistema de transportes coletivos no Distrito Federal é responsável por uma série de problemas no deslocamento da população, com um serviço de ônibus caro, ineficiente e desconfortável. Este sistema ineficiente leva a uma tendência de aumento no número de carros em circulação, a níveis para os quais a cidade não foi projetada. Por sua vez, a necessidade de uso do transporte individual gera uma cadeia de impactos negativos, como deficiência de estacionamentos, poluição, acidentes, congestionamentos, despesas e desgastes, aumento no tempo médio de deslocamento entre casa – local de trabalho e redução da produtividade.

 

No Distrito Federal, em 10 anos, a frota de veículos cresceu cinco vezes mais que a população. A proporção é alta e rende ao DF o posto de unidade da federação com uma das maiores taxas de motorização do país. Em 2002, no início da década, a média era de 3,4 por habitante. A frota estava em 585.424 carros para uma população de 2.051.146 habitantes. Em 2011, havia uma frota de 1.233.000 veículos para um total de 2.469.489 habitantes, a média de um carro para cada duas pessoas (CorreioBraziliense, 2011)6. Em dezembro de 2012, a frota de veículos automotivos no DF correspondeu a um total aproximado de 1,4 milhões (Denatran, 2012)7, para uma população de cerca de 2,5 milhões de habitantes (IBGE, 2010). Há um veículo para cada 1,8 habitantes. “Todos os meses, 5 mil brasilienses são habilitados para conduzir nas ruas da cidade e 10 mil novos carros entram em circulação. Esse número crescente de motoristas e veículos pode ser notado com facilidade: as vias do Distrito Federal estão cada vez mais congestionadas” (Reportagem, 2010)8.

 

Ao longo dos últimos 10 anos, o governo, a quem cabe estabelecer as políticas públicas de trânsito e transporte, se mostrou incapaz de executar ações na mesma velocidade em que surgiam os problemas. As consequências estão presentes no dia a dia do brasiliense, tenha ele carro ou não. As mais evidentes são os congestionamentos e a falta de vagas.

 

A cidade já contabiliza pelo menos 14 pontos diários de congestionamentos das 7h às 8h40 e das 17h às 19h30. Os principais estão na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), no Eixo Monumental, entre o Balão do Torto e o do Colorado (BR-020), na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA) e no Eixo Rodoviário Norte, próximo à Ponte do Bragueto... Sem chuva forte, obra ou acidentes, a lentidão se forma diariamente. Mas quando alguma dessas variáveis se faz presente, elas pioram a fluidez do trânsito.... A lentidão aumenta o tempo de viagem e a irritação do motorista. Quem depende do transporte público também é afetado, porque, no Distrito Federal, não há políticas que privilegiem o transporte de massa em detrimento do individual... O déficit de vagas de estacionamento na área central de Brasília é de cerca de 30 mil lugares. Há quem se ache no direito de parar em fila dupla, sobre a calçada, em vagas reservadas a idosos e deficientes, em frente aos hidrantes ou sobre os gramados.” (CorreioBraziliense, 2011)6. 

 

O TRÂNSITO E A QUALIDADE DE VIDA

 

Todas as grandes cidades do mundo têm buscado o incentivo ao transporte coletivo, por meio da criação de sistemas tecnicamente eficientes, confiáveis e ambientalmente responsáveis. As mais importantes iniciativas observadas pelo mundo se dão em torno da preservação ambiental das cidades por meio da redução das emissões de CO2, do bem estar dos cidadãos, da redução do tráfego, de ruídos, engarrafamentos nos horários de pico, que resultam em importante melhoria da qualidade de vida. Por outro lado, o tempo perdido nos deslocamentos diários e o stress gerado na busca por vagas influem negativamente na produtividade, saúde e qualidade de vida.

 

O artigo do IPEA (IPEA, 2009)9 “O custo do caos”, comenta que o crescimento horizontal das cidades e a descentralização de moradias trazem como conseqüência a dificuldade de mobilidade urbana e o aumento do uso de veículo individual. Um consumo que o planeta não aguentará por muito tempo. O artigo comenta que “uma pessoa que mora em Taguatinga, a 30 quilômetros de Brasília, perde diariamente mais de duas horas no trânsito para trabalhar no Plano Piloto e voltar para casa. Brasília, a cidade modelo, projetada para ter trânsito livre, já convive há algum tempo com os constantes engarrafamentos.

 

O IPEA (IPEA, 2009)9 comenta que os automóveis são os principais emissores de ozônio na cidade, um gás que pode provocar doenças respiratórias e alérgicas, da rinite à pneumonia. Além disso, ainda emite o gás carbônico (CO2), outro veneno, o que resulta em mais gente doente, mais internações, remédios, mortes prematuras e menos produtividade no trabalho. É um custo que sobrecarrega a saúde pública e onera o bolso de quem pode pagar pela assistência.”

 

O Ministério da Saúde (IPEA, 2009)9 informa que em 2006 o impacto econômico dos acidentes de trânsito foi de R$ 24,6 bilhões. Esses custos oneram toda a sociedade, que sustenta, com o pagamento de impostos e contribuições, o sistema de saúde pública. O artigo, ainda, traz as questões: “repensar o congestionamento urbano é rever a forma como a própria cidade e o trabalho se organizam. Argumenta o presidente do IPEA, Marcio Pochmann: “Por que a cidade tem que funcionar como uma fábrica? Por que todo mundo tem que entrar no trabalho na mesma hora, estudar na mesma hora? Almoçar na mesma hora? Isso gera picos de engarrafamento. Estamos na sociedade do serviço, a produção da riqueza é imaterial, está ligada ao conhecimento, o trabalho não está confinado no escritório apenas"(IPEA, 2009)9.

 

PRODUTIVIDADE

 

A Fundação Getúlio Vargas (IPEA, 2009)9 estima que São Paulo perde quase R$27 bilhões anuais devido ao tempo perdido no trânsito, com perdas entre duas e três horas por dia/pessoa. Isso significa no decorrer de um mês que elas passaram pelo menos dois dias dentro do ônibus ou do carro. Analisemos, do mesmo modo, a realidade da população do DF: Em quanto correspondem os mesmos prejuízos??? Quais os prejuízos sociais quando a produção em foco é o serviço público? E qual o impacto incide na saúde pública???

 

TRABALHADORES EM CONDIÇÕES VULNERÁVEIS

 

Nessa região, os trabalhadores dos órgãos públicos federais e distritais vêm sofrendo ações de fiscalização pelo DETRAN-DF, cada vez em maior freqüência, por meio de multas por estacionamento irregular. Isto se dá em vista do número de veículos particulares em circulação, acima da capacidade das garagens e estacionamentos disponíveis, estacionados de forma improvisada ao longo do Eixo Monumental e pátios dos prédios Anexos dos Ministérios. A infraestrutura nestas áreas é, por demais, ineficiente para abrigar o excesso de veículos, o que é agravado pela falta de segurança pública, resultando em roubos, assaltos e outras avarias.

 

A inexistência de transporte público coletivo urbano de qualidade, como opção de deslocamento, que possibilite a dispensa da necessidade de utilização dos veículos particulares, sujeita os trabalhadores diariamente a arriscarem seus bens, enfrentarem situações de stress e prejuízos diversos, reduzindo o tempo de produtividade. A escassez de estacionamentos para os veículos particulares nessa região é uma situação que se agrava a cada ano, justificativa utilizada pelo Governo do Distrito Federal para apresentar proposta de construção do Complexo Estacionamento, por meio de parceria público privada.

 

DOCUMENTOS E LEGISLAÇÕES

 

- Termo de Adesão nº 09 ao Projeto Esplanada Sustentável que entre si celebram o Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão e Ministério da Saúde para implantação do Projeto Esplanada Sustentável – PES;

- Fórum SPOA – Grupo de Trabalho “Solução para o trânsito na Esplanada dos Ministérios”;

- Decreto 1590/95, art 3°., “quando os serviços exigirem atividades contínuas de regime de turnos ou escalas, em período igual ou superior a doze horas ininterruptas, em função de atendimento ao público ou trabalho no período noturno, é facultado ao dirigente máximo do órgão ou da entidade autorizar os servidores a cumprir jornada de trabalho de seis horas diárias e carga horária de trinta horas semanais, devendo-se, neste caso, dispensar o intervalo para refeições. (Redação dada pelo Decreto nº 4.836/2003).”

- Lei 12.587/2012, que estabelece as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana;

- Lei 10.098/2000 que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida;

- Portaria IPHAN nº 314/92, que trata da proteção do Conjunto Urbanístico de Brasília no âmbito federal;

- Decreto 10.829/87 que trata da proteção do Conjunto Urbanístico de Brasília.

- Recomendações da Missão UNESCO 2001 e 2012 em visita a Brasília.

- Portaria MS/GM nº 3032/2008 que estabelece o horário de funcionamento do Ministério da Saúde, em sua sede e núcleos estaduais, fixando-o no período das 7h às 21h de segunda a sexta-feira.

 

FONTES PESQUISADAS

1. Correio Web. Lugar Certo. Publicação “Esplanada dos Ministérios terá Estacionamento Subterrâneo”. Brasília/DF, em 19.02.2013.

http://www.lugarcerto.com.br/app/402,61/2013/02/19/interna_ultimas,46492/esplanada-dos-ministerios-tera-estacionamento-subterraneo.shtml

2. IPEA. Revista Desafios do Desenvolvimento. Artigo “Brasília e sua crescente influência”. Por Sérgio Ulisses Jatobá. Brasília/DF. Edição 49, 06.04.2009.

http://desafios.ipea.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1013:catid=28&Itemid=23

3. IPEA. Revista Desafios do Desenvolvimento. Reportagem “Mobilidade - Trânsito Federal - Eventos em Brasília debatem soluções para o transporte público de capitais nacionais”. Por Bruno De Vizia. Brasília/DF. Edição 60, 28.05.2010.

http://desafios2.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&view=article&id=1282&catid=28&Itemid=39

4. CorreioBrasilienze. Política. Funcionalismo. “Pesquisa do Ipea confirma: DF concentra a maior proporção de servidores federais do país.” Brasília/DF. Publicação de 16.12.2009. Por Ulisses Campbell. Site visitado em 12.03.2012.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2009/12/16/interna_politica,161219/index.shtml

5. GDF. Secretaria de Transparência e Controle do DF. Documento em PDF “Total dos Servidores do GDF”. Brasília/DF, 27.02.2013.

http://www.transparencia.df.gov.br/Servidores%20%20Relatrios%20Gerenciais/A4.pdf

6. Correio Braziliense. Cidades DF. Publicação “Em 10 anos, frota de carros no DF cresceu cinco vezes mais que população”. Por Adriana Bernardes. Brasília/DF. Em 13.02.2011.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2011/02/13/interna_cidadesdf,237496/em-10-anos-frota-de-carros-no-df-cresceu-cinco-vezes-mais-que-populacao.shtml

7. Ministério das Cidades. Departamento Nacional do Trânsito DENATRAN. “Estatísticas da frota de veículos no DF, por tipo e com placa, segundo os Municípios da Federação.” Brasília/DF. Em Dez 2012.

http://www.denatran.gov.br/frota.htm

8.Reportagem “Trânsito do DF caminha rumo a um colapso e é desafio para o próximo governo.” Por Helena Mader. Em 08.12.2010.

http://bicicletadadf.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html

9.IPEA. Revista Desafios do Desenvolvimento. Repostagem. “O custo do caos - Prejuízo ao bolso e ao meio ambiente - cidades não suportam mais o crescimento da frota de veículos”. Por Rachel Mortarie e Gilson Luiz Euzébio. Edição 53, 01.09.2009.

http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&view=article&id=1252:reportagens-materias&Itemid=39

 

To:
Miriam Belchior, Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
Lucien André Muñoz, Representação da UNESCO no Brasil
Comitê de Coordenação do Projeto Esplanada Sustentável, Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
Aurélio Veiga Rios, MPF/PGR/Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão
Eunice Pereira Amorim Carvalhido, Ministério Público Distrito Federal e Territórios
Agnelo Santos Queiroz Filho (Governo do Distrito Federal), Governo do Distrito Federal
PELA MOBILIDADE NO TRÂNSITO EM BRASÍLIA - PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE - CIDADE SAUDÁVEL COM SUSTENTABILIDADE, ACOLHIMENTO E INOVAÇÃO
Retorno do transporte coletivo para trabalhadores e outras medidas

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    2. Agradecimento e pedido de reforço na divulgação

      Elaine Monteiro
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      Agradeço aos apoiadores e assinantes e peço por favor reforcem a divulgação para seus contatos.
      Temos mais novidades sobre o que está ocorrendo em Brasília no You Tube:
      http://www.youtube.com/watch?v=VMXKwyh5JZk

      Defenda Brasília, Patrimônio Mundial e orgulho do Brasil

      Brasília foi tombada em 1987 e em seguida declarada, pela Unesco, Patrimônio Cultural da Humanidade. O tombamento e o título de Brasília são uma honra e devem ser defendidos como garantia à manutenção da qualidade de vida da cidade.

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    • Alysson Souza BRASíLIA, BRAZIL
      • 3 months ago

      Pelo amor de Deus, nos conceda um sistema de transporte coletivo descente... Obg!

      REPORT THIS COMMENT:
    • Glauco Avelino BRASíLIA, BRAZIL
      • 3 months ago

      Melhor transporte público e diminuição dos incentivos às montadoras de carros

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    • Lincoln Delfino Alves BRASíLIA, BRAZIL
      • 3 months ago

      Eu apoio!

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    • Rosane Moreno ÁGUAS CLARAS - BRASíLIA, BRAZIL
      • 3 months ago

      Providências urgentes, pois o trânsito está cada dia mais caótico.

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    • rosangela Barbosa de Queiroz BRASíLIA, DF, BRASIL, BRAZIL
      • 3 months ago

      Circulação e transportes de massa!

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